Guia e Relatório Técnico que sintetizam o conteúdo gerado ao longo de diversas oficinas e seminários sobre o Cadastro Ambiental Rural nos territórios quilombolas. Diversos parceiros participaram e contribuíram para o aprofundamento do tema, e o Instituto Socioambiental e a Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais (CONAQ) estiveram na organização e na execução direta das atividades, que aconteceram com a participação de representantes quilombolas de todas as regiões do país. Nas oficinas surgiram proposições que estabelecem orientações para a inscrição, a análise e a validação do CAR quilombola para a garantia de direitos socioambientais das populações tradicionais, uma vez que os dispositivos legais que tratam do CAR não definem o tratamento diferenciado.
Minas Gerais regulamenta o seu Programa de Regularização Ambiental
Minas Gerais regulamenta o seu Programa de Regularização Ambiental
29 de janeiro de 2021 — O Governo de Minas Gerais anunciou, na última quarta-feira (27/1), a publicação do Decreto 48.127/2021 do Programa de Regularização Ambiental (PRA). O PRA é o instrumento do Código Florestal (Lei 12.651/2012) para adequação dos imóveis rurais que precisam recuperar áreas que foram desmatadas ou alteradas até julho de 2008, além do permitido pela legislação em vigor.
A implementação do PRA é de responsabilidade dos estados e leva em conta as peculiaridades regionais, territoriais, climáticas, históricas, culturais, econômicas e sociais de cada região. Com a edição do decreto de Minas Gerais, agora são 17 estados, mais o Distrito Federal, com o PRA regulamentado. Contudo, apesar da maioria dos estados já ter avançado na legislação, apenas seis estão avançando na validação e adesão de imóveis rurais aos programas de adequação.
No Portal de Monitoramento do Código Florestal, ferramenta vinculada ao Observatório do Código Florestal e desenvolvida pela BVRio, é possível verificar o status atualizado da regulamentação e implementação dos PRAs em cada um dos estados. Para acessar essa ferramenta, clique aqui.
Legenda do mapa:
- VERDE: PRA regulamentado, com validação e adesão de imóveis rurais em andamento.
- AMARELO: PRA regulamentado, porém ainda sem adesão de imóveis rurais.
- VERMELHO: PRA ainda não regulamentado.
Cadastro Ambiental Rural é tema de oficina virtual com quilombolas
Cadastro Ambiental Rural é tema de oficina virtual com quilombolas
Comunidades, técnicos do governo e organizações sociais discutem caminhos para implementação do Código Florestal nos territórios tradicionais
28 de janeiro de 2020 — A Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, o Instituto Socioambiental e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, com apoio do Observatório do Código Florestal, realizaram no dia 21 de janeiro uma oficina para discutir sobre os processos de inscrição, análise e validação do Cadastro Ambiental Rural em territórios quilombola.
Passados quase nove anos da aprovação do novo Código Florestal, estima-se que menos de 20% dos territórios quilombolas possuem o CAR Coletivo e ainda há muitos desafios a serem superados para que o Cadastro Ambiental Rural (CAR) de comunidades quilombolas seja uma realidade.
Diante deste cenário, o evento reuniu atores envolvidos na agenda do Cadastro Ambiental Rural dos povos e comunidades tradicionais (CAR-PCT), incluindo gestores e técnicos de governos estaduais e organizações da sociedade civil. No total, estiveram presentes 36 representantes quilombolas, 28 do poder público, representante da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão (CCR) do Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual e 05 organizações da sociedade civil (ONG).
Na ocasião foram apresentadas experiências de diversos estados da federação e dos representantes quilombolas na implementação do Cadastro Ambiental Rural – CAR voltado especialmente a este público, com o objetivo de buscar caminhos que garantam a sua plena implementação. As experiências exitosas apresentadas pelos quilombolas foram dos estados do Tocantins e Piauí, destacando-se as consultas prévias realizadas com as comunidades para explicar e informar sobre o CAR e como seguir com a inscrição do cadastro respeitando os limites definidos pela comunidade, considerando o território tradicional, além de contar com a participação direta de representantes das comunidades em todas as etapas de inscrição.
O estado do Maranhão, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar, também compartilhou na oficina a experiência de inscrição do CAR em Territórios Quilombolas. Foi destacada a existência de um grupo de trabalho, com a participação dos diversos segmentos de Povos e Comunidades Tradicionais, organizações da sociedade civil e outras secretarias de estado para acompanhar todas as etapas de inscrição, ajudando a mediar conflitos, difundir informação sobre o cadastro e aprimorar a metodologia voltada para este público.
O protagonismo dos quilombolas durante a oficina demonstrou a articulação e o esforço do movimento em seguir com a implementação do CAR, independente do apoio do estado, mesmo sendo este o responsável por implementar este instrumento.
Entre os principais desdobramentos do evento destacamos a aproximação dos órgãos estaduais com os representantes quilombolas, com objetivo de construir agendas conjuntas para implementar o CAR, assim como relatos de experiências positivas que demonstram caminhos para inscrição do CAR Quilombola, respeitando os direitos garantidos, como o à Consulta Livre, Prévia e Informada, da Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a importância de manter o diálogo de forma continuada para garantir a efetivação do CAR, tendo como parceiro, o Observatório do Código Florestal.
No evento também foram apresentados o guia de orientações para inscrição, análise e validação do Cadastro Ambiental Rural em território quilombola e o relatório técnico que originou o guia.
[MADEIRA TOTAL] Em carta à Controladoria Geral da União (CGU), Observatório do Código Florestal pede maior efetividade na política de dados abertos do governo federal
EM CARTA À CONTROLADORIA GERAL DA UNIÃO (CGU), OBSERVATÓRIO DO CÓDIGO FLORESTAL PEDE MAIOR EFETIVIDADE NA POLÍTICA DE DADOS ABERTOS DO GOVERNO FEDERAL
Fonte: Madeira Total / Texto: Israel Lippe
APÓS DIVERSOS ESTUDOS DETECTAREM FALHAS DE TRANSPARÊNCIA NA ÁREA AMBIENTAL, GRUPO QUE REÚNE DEZENAS DE ORGANIZAÇÕES DO SETOR SUGERE MEDIDAS QUE E PODEM MELHORAR SUA IMPLEMENTAÇÃO
Após dois anos de intensa análise e produção de estudos sobre o status da transparência e abertura de dados da área ambiental do Governo Federal, o Observatório do Código Florestal (OCF) produziu uma carta destinada à Coordenação Geral de Governo Aberto e Transparência da Diretoria de Transparência e Controle Social da Controladoria Geral da União (CGU), órgão responsável pela gestão e monitoramento da Política de Dados Abertos do Executivo Federal. A carta foi entregue no dia 19 de janeiro, e traz uma série de recomendações para aprimorar a transparência e abertura de dados ambientais dos diversos órgãos federais.
O Observatório do Código Florestal é uma rede formada por 30 instituições que monitora a implantação da nova Lei Florestal (Lei Federal nº 12.651, de 25 de maio de 2012), com a intenção de gerar dados e massa crítica que colaborem com a potencialização dos aspectos positivos e a mitigação dos aspectos negativos da nova Lei Florestal e evitar novos retrocessos. A carta tem como propósito contribuir para o aprimoramento da Política de Dados Abertos do Governo Federal, essencial para avançar com a implementação da Lei Florestal. A Secretária Executiva do Observatório do Código Florestal, Roberta del Giudice explica essa relação: “A transparência e o acesso aos dados socioambientais são objetivos a serem perseguidos, como meios para a implantação do Código Florestal. Com os dados em mãos é possível, por exemplo, acelerar a adequação e regularização ambiental junto aos produtores rurais e promover compras sustentáveis, possibilitando a identificação e acompanhamento de cadeias de produtos agrícolas”.
Por outro lado, Roberta alerta que, em um momento que a Lei deveria estar avançando, a carta sinaliza um cenário preocupante de retrocessos. “Após quase 10 anos da publicação do novo Código Florestal e com o fim do longo prazo de inscrições do Cadastro Ambiental Rural (CAR), o esperado seria que se observasse um progresso no acesso aos dados que viabilizam a implementação da lei. Contudo, o que verificamos foi a redução expressiva, nos últimos anos, dos órgãos que possuem Planos de Dados Abertos (PDAs) vigentes e a defasagem de bases de dados socioambientais, como a base do CAR, que não é atualizada há quase um ano”. A expectativa do Observatório é que a carta irá estreitar ainda mais o diálogo do Observatório com a Controladoria Geral da União. Para Roberta, “o que as organizações que fazem parte do Observatório esperam é que possam contribuir com o papel da CGU na melhoria da transparência na gestão e na defesa do patrimônio público”.
[GREEN ME] Observatório Florestal: de olho no cumprimento da lei ambiental
[Jornal Nacional] Ibama luta contra extração ilegal de madeira em área de preservação; veja flagrante
Ibama luta contra extração ilegal de madeira em área de preservação; veja flagrante
Fonte: Jornal Nacional
O Parque Nacional do Araguaia fica às margens da Ilha do Bananal, maior ilha de água doce do mundo. A unidade de conservação reúne os biomas Amazônico, Cerrado e Pantanal. Derrubar qualquer árvore neste local é proibido, o que nem sempre é respeitado.
“As terras públicas já destinadas para unidades de conservação estão sendo as mais ameaçadas. O que explica isso é um discurso oficial que questiona até mesmo a legitimidade dessas unidades de conservação, o que incentiva a invasão delas para madeireiros. Isso mostra o desrespeito com a legislação ambiental, e de certa forma uma aposta na impunidade”, explica Raoni Rajão, pesquisador do Laboratório de Gestão de Serviços Ambientais (LAGESA) da UFMG e membro do Observatório do Código Florestal.
Leia na íntegra: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2021/01/04/ibama-luta-contra-extracao-ilegal-de-madeira-em-area-de-preservacao-veja-flagrante.ghtml
[CONGRESSO EM FOCO] 7 Destaques socioambientais em 2020 no Congresso Nacional
7 Destaques socioambientais em 2020 no Congresso Nacional
Fonte: Congresso em Foco / Artigo de opinião: André Lima
No dia 31 de dezembro de 2019 publiquei “Superar o mata-burro antiambiental: eis um bom desafio para 2020!” no meu blog e na minha coluna no portal Congresso em Foco. Sobrevivemos, sim … quase intactos em 2020, mas não me parece que o mata-burro anti-ambiental tenha sido superado.
Em apertada síntese, afirmei no citado artigo que em 2019 a pauta antiambiental governista não avançou no parlamento pelas seguintes três razões:
- – o campo político de centro-esquerda (oposição) liderados pela Frente Parlamentar Ambientalista no Congresso Nacional foi bem sucedido, impulsionado por um arco importante de alianças que envolveu organizações de apoio à frente, Fórum de ex-ministros de meio ambiente, Observatório do Clima, Coalizão Brasil, Florestas e Agricultura, Observatório do Código Florestal, Rede de Advocacy Colaborativo com setores privados, academia, ongs, artistas e forte respaldo na mídia em geral;
- – três desastres ambientais de magnitude continental criaram um ambiente externo bastante adverso a retrocessos legislativos no campo dos direitos socioambientais: (i) Brumadinho em janeiro, (ii) aumento das queimadas na Amazônia no 2º semestre e (iii) derramamento de óleo em todo litoral nordeste brasileiro a partir de agosto; e
- – os presidentes Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre cumpriram um papel importante, entre tropeços e derrapadas, ao equilibrar com freios e contrapesos, o ímpeto antiambiental do executivo e não pautaram ao bel-prazer bolsonarista temas como o Projeto de Lei Geral de Licenciamento Ambiental (PL 3.729/2004) e a MP da Grilagem (MP 910/2019).
Leia na íntegra: https://congressoemfoco.uol.com.br/opiniao/colunas/destaques-ambientais-congresso-2020/
[Rede campos sulinos] Agonia do Pampa — Pesquisadores alertam para quadro dramático de perda de vegetação nativa no bioma
Pesquisadores alertam para quadro dramático de perda de vegetação nativa no bioma Pampa
* Texto da Rede Campos Sulinos
17 de Dezembro de 2020 — O Bioma Pampa, com seus 19.391.568 hectares, é conhecido pelo predomínio dos campos nativos. Justamente essa, que é a sua vegetação nativa característica vem sofrendo com a supressão para o avanço da agricultura e, mais recentemente, da silvicultura. Dados recentes derivados de mapeamentos feitos com base em satélites indicam que nos últimos 34 anos foram eliminados mais de dois milhões de hectares dessa vegetação. Ou seja, em 2018 a vegetação nativa campestre já tinha sido reduzida a um terço do bioma (33,6%). Esse processo foi mais intenso em algumas regiões, sendo que em alguns municípios restam menos de 6% do que havia no passado, um quadro de quase extinção.
Estes dados constam em uma análise feita pela Rede Campos Sulinos, que reúne pesquisadores dedicados ao estudo da biodiversidade da região. O estudo, intitulado “A Agonia do Pampa” parte de uma série histórica de mapas anuais de cobertura e uso da terra no Brasil, desde 1985, recentemente divulgados pelo Projeto de Mapeamento Anual da Cobertura e Uso do Solo do Brasil (MapBiomas, coleção 5) e já considera o limite atualizado do bioma estabelecido pelo IBGE em 2019. O documento destaca também as mudanças ocorridas na legislação estadual, que vão na contramão da Lei Federal n° 12.651 de 2012, conhecida como Código Florestal.
As transformações da paisagem do Pampa, em especial a supressão da vegetação nativa campestre, mostram que em 28 municípios as perdas históricas foram superiores a 80 mil hectares, concentrando 54,7% de toda a redução dos campos nativos. De 160 municípios do Rio Grande do Sul analisados, oito foram considerados em situação péssima por apresentarem percentuais muito reduzidos em relação à cobertura original com vegetação nativa campestre. O que mais preocupa os pesquisadores é a redução média de 125.611 hectares por ano, que não dá mostras de decréscimo. Nesse ritmo, estimam que em 2050 restará menos de 12,9% do bioma coberto por vegetação nativa campestre. Os números confirmam o aumento da área destinada à produção agrícola, à silvicultura e às pastagens cultivadas. Desde 2014, a agricultura passou a ser o tipo de uso do solo predominante, chegando a 38,3% em 2018. Somente a partir de 2008 houve um aumento mais expressivo da silvicultura, especialmente com eucalipto e pinus, que já equivale a pouco mais de 2,4% do bioma.
O cenário de risco de extinção local da vegetação campestre em muitas regiões do Pampa, apresentado pelos pesquisadores, compromete a fauna e a flora nativas, bem como os serviços ecossistêmicos como a disponibilidade hídrica, os estoques de carbono no solo, a presença de polinizadores, entre outros.
O documento traz recomendações sobre os principais desafios em termos de políticas públicas e aborda os entraves legais que precisam ser superados para poder contornar esse quadro considerado dramático. Um dos principais problemas detectados é a implantação de 20% de Reserva Legal nas propriedades rurais, considerada fundamental para a continuidade de serviços ambientais relacionados à água, solo e clima, indispensáveis aos seres humanos. Entre as indicações está a necessidade de incentivar a pecuária em campo nativo, tendo em vista que estudos anteriores já comprovaram a compatibilidade da atividade com a biodiversidade desses ecossistemas.
Contato: Raíssa Genro (51) 9 83084134 – campossulinos@ufrgs.br
Governador de Minas Gerais avança com a agenda verde
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) firmou na última sexta-feira, 4 de dezembro, um acordo entre o estado e o Reino Unido para uma “agenda de desenvolvimento verde”, com objetivo de atingir as metas da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), marcada para 2021 em Glasgow, na Escócia.
O Observatório do Código Florestal (OCF), rede de 34 organizações, que há 7 anos acompanha a implementação da Lei, comemora e indica que muito mais do que o setor industrial, o setor agrícola do estado pode estar na vanguarda da produção de baixo carbono em pouco tempo, caso sejam adotadas medidas para a implantação da Lei.
Mais do que combater o desmatamento, a implementação do Código Florestal pode resultar em uma melhoria significativa da governança relacionada ao uso do solo e em substanciais contribuições para a conservação da biodiversidade e para o armazenamento de carbono em uma escala regional. Em todo o Brasil, se integralmente implementada, a Lei Florestal tem o potencial de conservar mais de 150 milhões de hectares de vegetação natural, sequestrando cerca de 100 GtCO2. Implementado plenamente a Lei pode colocar o setor produtivo agropecuário mineiro na vanguarda da sustentabilidade mundial, contribuindo para que o estado atinja suas metas para a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), que acontecerá em Glasgow, na Escócia, em 2021.
Mas é preciso agir. Existe um longo caminho de ações que ainda devem ser conduzidas pelo governo mineiro. É preciso regulamentar o Programa de Regularização Ambiental, indicando como será implantada a adequação dos imóveis à lei, indicando formas de restauração da vegetação ou da compensação de Reserva Legal, impulsionar o cadastramento de pequenos proprietários e povos e comunidades tradicionais, promover incentivos econômicos à implantação da lei.
A análise dos dados do Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR), um dos principais instrumentos do Código Florestal, cabe ao estado, que ainda não iniciou essa etapa. Segundo informação obtida por meio da Lei de Acesso a Informação, pelo Instituto Centro de Vida (ICV), em março de 2020, o estado não tinha validado um Cadastro Ambiental Rural (CAR) É preciso estabelecer prioridades nessa análise. Estudos indicam que em média no país apenas 4% de médias e grandes propriedades não cumpriam a lei. Se a análise começar por grandes áreas degradadas, priorizando o maior impacto ambiental na análise dos dados, além de se dar início à regularização dos poucos proprietários que não cumprem a lei, será iniciado um processo de restauração que tem o potencial de gerar emprego e renda no meio rural, além de valorizar a commodity agrícola produzida com respeito à Lei.
Um recente estudo publicado na Science, liderado por pesquisadores da UFMG, mostrou que cerca de 20% das exportações provindas do Cerrado e da Amazônia para a União Europeia estão ligadas ao desmatamento ilegal e os pesquisadores alertam para a pressão internacional. Recentemente 40 grandes empresas da Europa enviaram uma carta ao Congresso, ameaçando deixar de comprar produtos brasileiros associados a invasões e ao desmatamento. Esse movimento tem crescido no mundo inteiro.
O governo de Minas pode buscar a integração de políticas socioambientais e econômicas em todas as suas dimensões, inclusive no diálogo, para o alcance das metas. Muitas dessas ações necessárias para avançar com a Lei já foram mapeadas. O OCF realizou uma série de levantamentos, discussões e estudos sobre a validação do CAR, módulo de inscrição do CAR em territórios de povos e comunidades tradicionais, publicou uma série de guias para a implantação do Código Florestal, identificando caminhos para implantação, com a atuação conjunta do setor público e privado.
O rede do Observatório do Código Florestal está aberta para contribuir para a construção de um plano estadual, que busque o desenvolvimento social e econômico do meio rural, com diálogo, inclusão de ações de reconhecimento do direito à terra à povos e comunidades tradicionais, apoio à produção sustentável, criação de unidades de conservação, aproveitamento de áreas degradadas na produção agrícola, criação de mercados verdes, green bonds e atração de outros tipos de financiamento e capital internacional. Um plano capaz de quebrar paradigmas e alcançar o desenvolvimento sustentável e de baixo carbono, elaborado e implantado com a participação e o engajamento de diferentes atores, com a integração e complementaridade de ações.
Contudo, é preciso lembrar ao Governador que a implementação do Código Florestal não será obra de terceiros, tanto pelos meios como pela responsabilidade, mas pode e deve envolver todos os atores que se relacionam com o tema. O Observatório aguarda ansioso um convite para contribuir com a construção e implantação desse plano, em parceria com o Estado, representantes do agronegócio e com demais representantes da sociedade.
Lançada a campanha #BastaSerHumano pra defender as florestas e vegetação do Brasil
Lançamento da Campanha: #BastaSerHumano pra defender as florestas e vegetação do Brasil
04 de dezembro de 2020 — Marcado por queimadas e desmatamento, 2020 também mostrou que a natureza ainda é capaz de se recuperar quando o ser humano dá uma trégua – como ficou claro nos dias de isolamento social.
Diante desse cenário, o Observatório do Código Florestal (OCF) lança nesta sexta-feira (04) a campanha digital #BastaSerHumano. A iniciativa em defesa do verde, de uma produção sustentável e da justiça social propõe uma reflexão sobre as principais ameaças ao meio ambiente no Brasil hoje e seu impacto na vida das pessoas.
04 Opções de como participar:
Opção 1: Compartilhe as peças da campanha
O OCF disponibiliza a todos, nesta sexta-feira, peças para compartilhamento nas redes sociais, nos formatos feed e stories. A cada semana aparecem novas peças com diferentes temas. Acesse o link para ver as peças já disponíveis: http://observatorioflorestal.org.br/bastaserhumano/
Ou faça repost de publicações das mídias sociais do Observatório e das organizações membro da rede e parceiros. Não esqueça de usar a #BastaSerHumano.
Opção 2: Visite a galeria de artistas que estão participando da campanha. Compartilhe as artes em defesa do meio ambiente!
Diversos artistas estão expondo suas artes como manifesto em defesa das questões ambientais. Visite a galeria e compartilhe as artes. Não esqueça de marcar o artista e usar #BastaSerHumano. Acesse o link para visitar a galeria: http://artefato.observatorioflorestal.org.br/.
Opção 3: Faça o seu manifesto
Grave um vídeo curto completando a frase: #BastaSerHumano para…. (ex: perceber a importância das florestas,…) e poste nas suas redes usando a hashtag #BastaSerHumano.
Opção 4: Integre a sua iniciativa ao movimento
Tem uma ideia, iniciativa, projeto e quer se juntar a nós? Entre em contato conosco e desdobre esse movimento com alunos de escolas e outros grupos sociais. Você fortalece o movimento e a gente ajuda a divulgar a sua ação!
Acompanhe as projeções em prédios, hoje às 19h:
São Paulo: Rua da Consolação, 753
Rio de Janeiro: Rua almirante alexandrino 910, Santa Teresa
Belo Horizonte: Rua são João evangelista, Santo Antônio
Visite a galeria virtual de artistas em defesa do meio ambiente:
Informações :
Sobre a campanha:
Simone Milach
contato@observatorioflorestal.org.br
Contato para imprensa:
Saulo Pereira Guimarães
meioambiente@umagotanooceano.org
21 9677-69220



