Sociedade civil organizada realiza webinar sobre incêndios florestais

Situação crítica dos incêndios, impactos à saúde e Manejo Integrado do Fogo (MIF) são alguns dos temas abordados por especialistas

Nesta sexta-feira, 27, às 15h (BSB), a sociedade civil organizada realizará um webinar crucial para entender a situação dos incêndios no Brasil, seus impactos na saúde pública e o papel do Manejo Integrado do Fogo (MIF) como estratégia de combate e prevenção. 

O evento será transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do Observatório do Código Florestal neste link.

Especialistas compartilharão suas análises e discutirão a importância de ações coordenadas para enfrentar essa crise. Confira a programação:

Palestrantes:

  • Situação das queimadas no Brasil – Ane Alencar, Diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam)
  • Impactos das queimadas na saúde – Djacinto Monteiro dos Santos, Pesquisador do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA-UFRJ)
  • Manejo Integrado de Fogo (MIF) em áreas protegidas do Cerrado – Isabel Schmidt, Professora de Ecologia da Universidade de Brasília (UnB) e Pesquisadora da rede Biota Cerrado
  • Papel das brigadas voluntárias e a Estratégia Federal de Voluntariado no MIF – Angela Pellin, Coordenadora no Instituto de Pesquisas EcoIógicas (IPÊ) e do projeto de Construção da Estratégia Federal de Voluntariado no MIF.

O evento será mediado por Marcelo Elvira, secretário-executivo do Observatório do Código Florestal.

Serviço

  • Data: 27/09/2024
  • Horário: 15h (Brasília)
  • Local: YouTube – Canal do Observatório do Código Florestal

Câmara Municipal de Barreiras recebe evento sobre proteção e desenvolvimento do Cerrado 

Encontro reúne diferentes atores para debater soluções e desafios de proteção e restauração no bioma 

Conhecida como “Capital do Oeste” por ser um pólo agropecuário na região do Oeste da Bahia, o município de Barreiras (BA) receberá, no próximo dia 5 de setembro, o evento “O Cerrado que Queremos” na Câmara Municipal de Barreiras. 

Em data reconhecida por ser o Dia da Amazônia, o evento, organizado pelo Observatório do Código Florestal, destaca a importância do Cerrado como provedor de recursos hídricos para todos os biomas do país e a necessidade urgente de proteção de sua vegetação nativa alinhada à produtividade rural. 

Diferentemente da floresta amazônica, o Cerrado continua atingindo recordes históricos de desmatamento. Em 2023, o Cerrado se destacou como o bioma mais devastado do Brasil, com uma perda significativa de 1,1 milhão de hectares de vegetação nativa, o que simboliza um aumento de 67,7% em relação ao ano anterior, de acordo com dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe).  

Bahia foi o segundo estado com maior índice de desmatamento, atrás apenas do Maranhão.  Os dois estados compõem a região conhecida como Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), com alto nível de pressão ambiental, e que concentrou 74% da área desmatada no período no bioma.   

Nesse contexto alarmante, o encontro tem como objetivo reunir técnicos, produtores rurais, Ministério Público, pesquisadores, lideranças comunitárias e a sociedade civil para debater os principais desafios e soluções para o desenvolvimento e proteção do bioma. 

“O Cerrado é um bioma chave para a qualidade de vida de todo o Brasil”, avalia o secretário executivo do OCF, Marcelo Elvira. “É também rico em diversidade cultural e biodiversidade, que necessita, urgentemente, de proteção”, finaliza. 

O Cerrado é responsável por fornecer água para diversas regiões do país, pois é nele que nascem rios de diferentes bacias hidrográficas, como a Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata. Além disso, desempenha um papel crucial na regulação do clima ao atuar como sumidouro de carbono e influenciar padrões de chuva em outras regiões. 

DESAFIOS E SOLUÇÕES NA IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 

A situação na região oeste do estado é ainda mais crítica. De acordo com o sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre janeiro e abril deste ano, das cidades com maior alerta de desmatamento no Cerrado, seis estavam no oeste do estado. 

Os desafios de proteção da vegetação nativa ainda se somam aos desafios da restauração e recuperação da vegetação de acordo com o previsto pela legislação federal, o chamado Código Florestal (Lei nº 12.651/2012). 

No bioma, o Código Florestal prevê a obrigatoriedade de no mínimo 20% da área do imóvel rural como reserva legal, ou seja, área protegida. O índice é considerado baixo em comparação a outros biomas como a Amazônia, cuja reserva legal em imóveis rurais privados chega a 80%. 

Nos últimos anos, o estado avançou nas inscrições do Cadastro Ambiental Rural (CAR), primeira etapa de implementação da lei.  

Além disso, a Bahia já conta com mais de 1 milhão de cadastros, que somam mais de 37 milhões de hectares de área cadastrada, além de 35% de solicitações de adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) do estado. Os dados são do Serviço Florestal Brasileiro (SFB).  

Mas apesar do avanço no cadastramento de imóveis rurais privados, que representam a maior parte do total, assentamentos ainda contam com 861 mil cadastros e territórios de povos e comunidades tradicionais têm apenas 261. 

O número de cadastros analisados ainda também é baixo, com apenas 671 dos cadastros com algum nível de análise. 

Dados do Termômetro do Código Florestal também mostram que o estado possui um passivo ambiental significativo. São cerca 397 mil hectares de reserva legal (RL) e 167,1 mil hectares de áreas de preservação permanente (APPs) a serem recuperados em imóveis rurais privados, aproximadamente 8 vezes a área do município de Salvador, capital do estado.  

Além disso, povos e comunidades tradicionais, cuja legislação prevê o cadastro por um módulo específico, pouco ou nada aderiram ao registro obrigatório por falta de condições, capacitação e viabilização do procedimento, função dos estados. 

EXPEDIÇÃO CERRADO 

A atividade faz parte da Expedição Cerrado, uma viagem realizada pelo Observatório do Código Florestal (OCF) de 2 a 13 de setembro pelos estados de Goiás, Bahia e Minas Gerais, com o objetivo de conhecer o território, entender dificuldades da proteção e restauração do Cerrado como forma de elaborar uma estratégia de atuação da rede no bioma. 

SERVIÇO 

O que: O Cerrado que Queremos 
Quando: 05 de setembro de 2024 
Onde: Câmara Municipal de Barreiras 
Horário: Das 9h às 13h 

SOBRE O OBSERVATÓRIO DO CÓDIGO FLORESTAL

Rede de 45 entidades ligadas à questão ambiental criada com objetivo de monitorar a implementação da Lei Florestal, defender a vegetação e a produção sustentável no país. 

Evento com café da manhã debate desafios de cumprimento do Código Florestal em Mambaí, Goiás 

Evento de escuta e diálogo com produtores e técnicos rurais vai debater desafios e soluções para a proteção da vegetação nativa alinhada à produtividade agrícola no Cerrado 

Debater os desafios no cumprimento da legislação de proteção da vegetação nativa é o tema do “Café da Manhã sobre o Código Florestal”, evento organizado pelo Observatório do Código Florestal (OCF) no próximo dia 3, terça-feira. Voltado a técnicos e produtores rurais, o café da manhã é aberto ao público e será oferecido de forma gratuita na Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição.  

A reunião é uma oportunidade para que produtores rurais, assentados, comunidades tradicionais e técnicos rurais compartilhem a experiência sobre a lei de proteção da vegetação nativa (Lei nº 12.651/2012) na região, localizada no Cerrado, um dos biomas mais ameaçados do Brasil.  

O secretário executivo do OCF, Marcelo Elvira, ressalta a importância do diálogo entre atores para conservação do bioma, tão importante para a qualidade de vida do país.  

“O bioma é essencial para a garantia do desenvolvimento econômico, saúde, segurança hídrica, alimentar e energética, bem-estar e outros aspectos da sociedade brasileira por ser um bioma fonte importante de recursos naturais”, comenta.  

O Cerrado é responsável por fornecer água para diversas regiões do país, pois é nele que nascem rios de diferentes bacias hidrográficas, como a Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata. Além disso, desempenha um papel crucial na regulação do clima ao atuar como sumidouro de carbono e influenciar padrões de chuva em outras regiões. 

“Por isso precisamos entender as dificuldades de cumprimento da legislação ambiental e necessidades dos produtores rurais e de quem está no campo para garantir a implementação da lei, tão importante em tempos de crise climática”, comenta Marcelo sobre os efeitos da crise climática que também impactam severamente a produção agrícola na região.  “O Código Florestal é visto como um caminho para garantir a coexistência entre a produção rural a médio e longo prazo e a conservação do Cerrado”, complementa. 

DESAFIOS E OPORTUNIDADES NA IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 

Segundo dados do Termômetro do Código Florestal, o Cerrado concentra 3,9 milhões de hectares de passivo ambiental em imóveis rurais, somados os déficits de reserva legal (RL) e áreas de preservação permanente (APPs). 

Ainda de acordo com dados do Termômetro, em Goiás, o número de hectares de passivo ambiental chega a 601 mil hectares de reserva legal (RL) e 192,1 mil hectares de áreas de preservação permanente (APPs) em imóveis rurais.  

No bioma, o Código Florestal prevê a obrigatoriedade de 20% da área do imóvel rural como reserva legal, ou seja, área protegida. O índice é considerado baixo em comparação a outros biomas como a Amazônia, cuja reserva legal em imóveis rurais privados chega a 80%. 

Nos últimos anos, o estado avançou nas inscrições do Cadastro Ambiental Rural (CAR), primeira etapa de implementação da lei.   

O estado já conta com mais de 208 mil cadastros, que somam mais de 33 milhões de hectares de área cadastrada, além de 66% de solicitações de adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) do estado. Os dados são do Serviço Florestal Brasileiro (SFB).   

Apesar do avanço no cadastramento de imóveis rurais privados, que representam a maior parte do total, assentamentos ainda contam com apenas 1,1 mil cadastros e territórios de povos e comunidades tradicionais têm apenas 19.  

O número de cadastros analisados ainda também é baixo, com apenas 59 mil dos cadastros com algum nível de análise. 

Conforme previsto pela legislação, o avanço nessa implementação permitirá não apenas a restauração e proteção da vegetação nativa, mas também uma série de benefícios e ganhos para as comunidades tradicionais, os assentamentos e os produtores rurais. Acesso a Programas de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), Cotas de Reserva Ambiental (CRA) e manejo sustentável em reserva legal são alguns dos benefícios previstos pela legislação que podem se consolidar como aumento da qualidade de vida para quem vive na área rural do país.   

EXPEDIÇÃO CERRADO 

A atividade faz parte da Expedição Cerrado, uma viagem realizada pelo Observatório do Código Florestal (OCF) de 2 a 13 de setembro pelos estados de Goiás, Bahia e Minas Gerais, com o objetivo de conhecer o território, entender dificuldades da proteção e restauração do Cerrado como forma de elaborar uma estratégia de atuação da rede no bioma. 

SERVIÇO 

O que: Café da Manhã sobre o Código Florestal 
Quando: 03 de setembro de 2024 
Onde: Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição 
Horário: Das 9h às 13h

SOBRE O OBSERVATÓRIO DO CÓDIGO FLORESTAL

Rede de 45 entidades ligadas à questão ambiental criada com objetivo de monitorar a implementação da Lei Florestal, defender a vegetação e a produção sustentável no país. 

Telefone para contato: (92) 98427-8828 // julia.oliveira@observatorioflorestal.org.br

Observatório do Código Florestal realiza expedição pelo Cerrado

Rede percorrerá regiões de Goiás, Bahia e Minas Gerais em agendas para debater a proteção do bioma

Entre os dias 2 e 13 de setembro, o Observatório do Código Florestal (OCF) realiza a “Expedição Cerrado” com o objetivo de conhecer e contribuir pela proteção de um dos biomas mais importantes e também mais devastados do país.  

O trajeto sairá do Distrito Federal e passará pelos estados de Goiás, Bahia e Minas Gerais. A iniciativa tem como objetivo aprofundar o conhecimento sobre o território e compreender as dificuldades na proteção e restauração do Cerrado a fim de elaborar uma estratégia de atuação para a conservação deste bioma crucial, especialmente por meio da implementação da lei de proteção da vegetação nativa (Lei nº 12.651/2012), conhecida como o Código Florestal. 

Em 2023, o Cerrado se destacou como o bioma mais devastado do Brasil, com uma perda significativa de 1,1 milhão de hectares de vegetação nativa, o que simboliza um aumento de 67,7% em relação ao ano anterior, de acordo com dados do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe).  

Neste ano de 2024, o SAD Cerrado (Sistema de Alerta de Desmatamento do Cerrado) desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) já computou cerca de 350 mil hectares de desmatamento da vegetação nativa no bioma. 

Durante a expedição, os integrantes do Observatório visitarão áreas impactadas pelo desmatamento e pela degradação ambiental, projetos de restauração de vegetação nativa e manejo integrado de fogo.  

Também será realizada a escuta a especialistas, técnicos, membros da sociedade civil organizada, produtores rurais, assentados e povos e comunidades tradicionais a fim de desenvolver abordagens integradas que possam fortalecer a implementação do Código Florestal e outras políticas públicas voltadas para a proteção do bioma.  

Além disso, o OCF organizará dois eventos para debater a proteção do bioma e os desafios e as oportunidades para a proteção do Cerrado por meio da implementação do Código Florestal 

O primeiro será no dia 3 de setembro no município de Mambaí (GO). O “Café da Manhã sobre o Código Florestal” será uma oportunidade de compartilhamento de experiências sobre a legislação ambiental na região por produtores rurais, assentados, comunidades tradicionais e técnicos rurais. 

Já no dia 5 de setembro, conhecido como Dia da Amazônia, a Câmara Municipal de Barreiras (BA) deve receber o evento “O Cerrado que Queremos”, ato que discutirá a importância da proteção do bioma, a partir de uma análise de dificuldades e oportunidades, destacando a importância do Cerrado como provedor de recursos hídricos para todos os biomas do país e a necessidade urgente de sua proteção dada a pressão sofrida pelo território com o avanço de atividades com alto nível de degradação ambiental. 

No dia 10 de setembro, ainda, em Montes Claros (MG), o Observatório irá realizar uma oficina sobre Cadastro Ambiental Rural (CAR) para Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) no VII Colóquio Internacional Povos de Comunidades Tradicionais.

O Cerrado é responsável por fornecer água para diversas regiões do país, e abriga as nascentes de rios de diferentes bacias hidrográficas, como a Amazônica/Tocantins, São Francisco e Prata.  Além disso, desempenha um papel crucial na regulação do clima ao atuar como sumidouro de carbono e influenciar padrões de chuva em outras regiões. 

“Essa expedição toma uma importância crucial diante do cenário de degradação enfrentado por um bioma extremamente importante para o país”, comenta Marcelo Elvira, secretário executivo do OCF.  

Sobre o Observatório do Código Florestal 

Rede de 45 entidades ligadas à questão ambiental criada com objetivo de monitorar a implementação da Lei Florestal, defender a vegetação e a produção sustentável no país. 

PL que coloca sob risco áreas de preservação permanente é aprovado na Câmara dos Deputados

Classificação de obras de irrigação como “utilidade pública” prevista pela medida é considerada absurdo em nota de posicionamento do Observatório do Código Florestal

Nesta quarta-feira, 14, a Câmara dos Deputados aprovou o o projeto de lei nº 2.168/2021, que coloca sob maior risco de desmatamento as áreas de preservação permanente (APPs), protegidas pelo Código Florestal (Lei nº 12.651/2012). De autoria do ex-deputado José Mario Schreiner, o projeto foi aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados. Foram 37 votos à favor e 13 contrários à proposta.

O projeto de lei propõe o enquadramento de obras de infraestrutura de irrigação e dessedentação animal como atividades de “utilidade pública”, uma das exceções para a supressão de vegetação nativa das APPs previstas pelo Código Florestal, junto de interesse social e baixo impacto ambiental. 

As APPs são áreas de margens de rios, topos de morros e locais de extrema importância ecossistêmica e manutenção da biodiversidade, das águas e dos solos. 

“É um retrocesso grave promovido pela comissão e que desconsidera os impactos severos que o desmatamento de áreas de preservação permanente pode causar. Essa degradação ambiental promovida pela medida ataca diretamente a população brasileira urbana e rural, por poder gerar insegurança alimentar, hídrica e climática, além de ameaçar a biodiversidade nacional”, comenta Marcelo Elvira, secretário executivo do Observatório do Código Florestal (OCF).

O observatório lançou, hoje, 15, uma nota de posicionamento sobre a aprovação da medida.

“A proposta de considerar a infraestrutura de irrigação como de “utilidade pública” é absurda, pois essa categoria se refere, por exemplo, às atividades de segurança nacional, proteção sanitária e defesa civil. Além disso, prioriza interesses econômicos privados em detrimento do interesse público de um bem comum vital – a água”, discorre a nota.

Apresentada sob a justificativa das áreas serem “um dos principais entraves para o crescimento da área irrigada no país”, a medida já foi aprovada na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) e na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS).

Em 2022, o Observatório das Águas e o Observatório do Código Florestal (OCF) lançaram a nota técnica “Obras de irrigação em áreas de preservação permanente: utilidade pública para quem?” com análise do impacto dessa e de outras medidas que atacam e flexibilizam o desmatamento dessas áreas para atividades de irrigação.

Em dezembro de 2023, foi aprovado no Senado Federal o projeto de lei nº 1282/19, que libera a construção de reservatórios para projetos de irrigação em APPs. De autoria do senador Luis Carlos Henze (PP-RS), a medida deve ainda ser apreciada pela Câmara dos Deputados.

Estado que sofreu com uma tragédia climática neste ano, o Rio Grande do Sul também aprovou uma medida estadual similar ao projeto de lei.

Para o secretário executivo do OCF, é inegável a função das APPs no combate a eventos extremos como o enfrentado pelo Rio Grande do Sul em maio pelo papel desenvolvido no regime das águas e equilíbrio ecológico.

“As APPs são reconhecidas pela legislação brasileira há cerca de cem anos como fundamentais para a preservação de nascentes e por manter o equilíbrio do meio ambiente. Em tempos de eventos extremos climáticos, o PL piora o cenário das tragédias ambientais e coloca sob risco a segurança alimentar, hídrica e também a segurança climática da população brasileira. Quanto mais o Código Florestal estiver implementado e essas áreas protegidas, maior a capacidade do ecossistema reagir positivamente a eventos extremos, como os que temos presenciado cada ano mais no país”, comenta o especialista.

PERDA DE PRODUTIVIDADE E AGRAVAMENTO DE ESCASSEZ HÍDRICA

Dentre os diversos serviços ecossistêmicos promovidos pelas APPs levantados, especialistas mostraram que a integridade delas, ou seja, a manutenção da vegetação nativa, contribui diretamente na diminuição de efeitos erosivos e de impactos decorrentes da perda de solo fértil, processo que provoca prejuízo de produtividade e renda no campo.

A nota aponta que áreas com florestas nativas apresentam em média uma perda de apenas 4 kg de solo por hectare/ano, enquanto áreas de plantio de soja e algodão têm perdas que ultrapassam a 20 toneladas por hectare/ano.

De acordo com um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), o processo de erosão do solo também pode provocar uma perda de até 10% da produção agrícola até 2050. 

Além disso, um levantamento do MapBiomas mostrou que o Brasil conserva, no solo, o equivalente a 70 anos de emissões de dióxido de carbono (CO²), principal gás potencializador da crise climática, que afeta diretamente as condições de produção no campo. 

As obras de irrigação também resultam no proliferamento de represamentos ao longo dos rios e cursos d’águas, o que impacta diretamente na qualidade e disponibilidade das águas. 

Malu Ribeiro, diretora da SOS Mata Atlântica, membro do OCF e do Observatório das Águas, enfatiza que tais mudanças alteram significativamente os ecossistemas, reduzem a biodiversidade e comprometem os usos múltiplos da água nas bacias hidrográficas brasileiras. 

“Ou seja, rios que eram de corredeira e de velocidade viram águas paradas e há um impacto grande na qualidade dessas águas”, explica. “Isso altera todos os ecossistemas e perde biodiversidade, perde a qualidade da água e, com isso, perde a possibilidade de usos múltiplos da água. Portanto, é um projeto de lei equivocado e que beneficia um usuário em detrimento de todos os outros usuários da água das bacias hidrográficas brasileiras”, finaliza. 

ÁGUA: BEM COMUM

O benefício em detrimento de outros, aponta a análise, tem potencial de agravar conflitos por recursos hídricos, visto que  a desproteção das áreas “leva à degradação rápida dos corpos d’água e aumenta a fragilidade em eventos climáticos extremos.”

“A ausência de planejamento e regulação nacionais para barramentos de cursos d’água levará a novos desmatamentos e a risco de apropriação dos recursos hídricos para atividades privadas, ampliando a escassez hídrica, comprometendo o uso múltiplo da água, garantido por lei, em especial com impactos negativos para a agricultura familiar e pequenos produtores rurais, para o abastecimento público e o consumo humano”, aponta ainda o documento.

A nota técnica mostra que o projeto de lei, por ser de natureza eminentemente privada, vai de encontro ao estabelecido pela Lei da Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei nº 9.433/1997). A lei se baseia no fundamento de que a água é bem de domínio público e recurso natural limitado, dotado de valor econômico, e que sua sua gestão deve sempre proporcionar o uso múltiplo.

“Embora a Lei preveja que em situações de escassez o uso prioritário deva ser o consumo humano e a dessedentação de animais, a gestão deve sempre contar com a participação do poder público, dos usuários e das comunidades”, aponta a nota ao indicar que a apropriação dos recursos hídricos para irrigação desses projetos de lei fogem desses fundamentos. 

“É inadmissível você colocar dentre as questões que são reconhecidas como de utilidade pública ou finalidade social, uma atividade privada que é o agronegócio. […] É um projeto de lei equivocado e que beneficia um usuário em detrimento de todos os outros usuários da água das bacias hidrográficas brasileiras”, comenta Malu. 

Para os especialistas, para garantir sustentabilidade ambiental e financeira da produção agrícola no Brasil a longo prazo é necessário “aplicar a legislação vigente, proteger a vegetação natural e estabelecer planejamento e regulação nacionais do uso dos recursos hídricos, fortalecendo a gestão integrada dessas políticas públicas”.

Texto: Júlia Beatriz de Freitas

Prevista pelo Código Florestal, Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo é sancionada em meio a recordes de incêndios florestais no Brasil 

Na última quarta-feira (31) foi sancionada pelo Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, a lei n° 14.944/2024 que institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF) em todos os biomas brasileiros.  

Aprovada pelo Senado Federal no início de julho, a política já era prevista pelo artigo 40º da lei de proteção à vegetação nativa (12.561/2012), o Código Florestal, desde 2012.  

A lei de proteção da vegetação nativa previa o estabelecimento, por parte do governo federal, de uma Política Nacional de Manejo e Controle de Queimadas, Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais capaz de promover a articulação institucional com vistas na substituição do uso do fogo no meio rural, no controle de queimadas, na prevenção e no combate aos incêndios florestais e no manejo do fogo em áreas naturais protegidas. 

Até então, o país não possuía um marco regulatório que estabelece diretrizes com foco em prevenção e combate integrado a incêndios florestais no Brasil com ênfase em planejamento e controle. O texto impõe regras do uso de fogo, define tipos de queima e ainda dispõe sobre autorizações, instâncias de gestão de incêndio e órgãos implementadores da política. 

A lei reconhece, ainda, as práticas controladas por comunidades tradicionais e povos indígenas como ambientalmente benéficas e incentiva a substituição do fogo por práticas sustentáveis. 

Para o secretário executivo do Observatório do Código Florestal (OCF), Marcelo Elvira, a aprovação da PNMIF representa uma mudança importante em relação à valorização dos conhecimentos ancestrais sobre o uso do fogo nos biomas brasileiros e também e um avanço na implementação da legislação de proteção da vegetação nativa“ Antes se falava muito em fogo zero e agora o foco é fazer o seu manejo controlado, ou seja, é o uso do fogo com técnicas, muitas vezes baseadas em conhecimentos tradicionais, que garantem a conservação ambiental. Isso é importante porque as queimadas estão piorando e a cultura do fogo zero não resolveu o problema”, comentou. 

A aprovação surge em um cenário de emergência ambiental causado por incêndios florestais relacionados ao desmatamento, uma vez que o fogo é utilizado para ‘limpar’ as áreas desmatadas. Além disso, os períodos de seca severa associados às mudanças climáticas também intensificam as queimadas em todos os biomas brasileiros. 

No Amazonas, estado que abriga grande parte da Amazônia brasileira, foram registrados, no mês de julho, mais de 4 mil focos de queimadas. Os dados, que são do Programa de BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), representam um novo recorde para o mês: é o mais alto em 26 anos. 

No mês de junho, o Pantanal brasileiro, bioma que apresenta a maior área úmida do planeta e é reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera, também bateu recorde de incêndios florestais. O Cerrado e a Mata Atlântica também apresentaram números elevados de focos de queimada no 1º semestre de 2024. Foi um aumento de 32% e 47%, respectivamente, em comparação ao mesmo período do ano anterior.  

Já na Caatinga, o número de queimadas de 2023 foi o maior desde 2010, com mais de 21,5 mil focos de calor. 

FUNCIONAMENTO DA POLÍTICA NACIONAL 

Já em vigor, o texto sancionado pelo Governo Federal cria o Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, de responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática (MMA), responsável por facilitar a coordenação entre diferentes órgãos do governo e garantir a implementação eficiente das políticas de manejo integrado do fogo. 

Estabelece ainda o Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman), coordenado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que funciona como o braço operacional da PNMIF para operações de combate a incêndios. Além disso, cria o Sistema Nacional de Informações sobre Fogo (Sisfogo), banco de dados operado pelo Ibama que vai monitorar incêndios florestais e queimadas controladas no Brasil. 

Na prática, com a aprovação da política, o manejo do fogo passa a depender da regularização dos órgãos ambientais competentes, associado às necessidades de cada bioma e considerando suas particularidades ecológicas e culturais. 

Entre os benefícios da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), estão: 

  • Melhoria na prevenção e combate a incêndios florestais. 
  • Uso controlado do fogo para conservação ambiental e pesquisa. 
  • Maior integração e coordenação entre diferentes níveis de governo e órgãos ambientais. 
  • Apoio às práticas sustentáveis de comunidades tradicionais e indígenas. 
  • Aumento da segurança e eficácia das operações de combate a incêndios 

Campanha digital alerta sobre existência e importância do Código Florestal 

Peças de comunicação relacionam desenvolvimento do Brasil com necessidade de implementação da legislação de proteção da vegetação nativa 

Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pantanal e Pampa – todos os seis biomas que abrangem o território brasileiro são protegidos pela lei de proteção da vegetação nativa: o chamado Código Florestal (Lei n° 12.651/2012).  

É a legislação da qual depende a segurança hídrica, o crescimento econômico e a qualidade de vida da população brasileira.  

E é isso o que demonstra a nova campanha de comunicação do Observatório do Código Florestal. A série de peças abertas para divulgação reforçam a existência da legislação que ainda carece de devida implementação e a importância de tal para o Brasil.  

Os downloads das peças da campanha, de uso livre, podem ser feitos aqui.  

Para isso, a campanha faz o uso de referências visuais à vida rural no país, demonstrando a importância do estabelecimento de leis e limites e, como mensagem, relacionando a conservação ambiental com a qualidade de vida no país.   

Um dos objetivos é demonstrar que, apesar dos índices alarmantes de degradação ambiental nos últimos anos, o Brasil conta com uma legislação robusta, fruto de debates entre diversos setores do país, com o propósito de para proteger as florestas e vegetações nativas e manter a produtividade no meio rural. É urgente, portanto, sua devida implementação.  

A importância da lei ainda é evidenciada pela crise climática, cujos efeitos, advindos da degradação ambiental, impactam severamente a vida da população brasileira – seja pelo acesso à água ou por questões econômicas, como empregabilidade. 

Iniciativa ‘Nós do Mato’ apresenta conhecimentos da vida rural brasileira a partir das vivências de quem está no campo

Blog compartilha experiências de quem garante a proteção dos biomas e a alimentação das famílias 

O Código Florestal (Lei n° 12.651/2012), a lei de proteção da vegetação nativa, é a legislação que protege a vegetação nativa dos biomas brasileiros e garante a qualidade de vida e o bem-estar da população. Por isso, falar sobre a lei com quem vive o dia a dia do campo, lugar onde a maior parte da implementação do Código se dá, é imprescindível para avançar com a sua implementação e consequentemente promover uma produção agrícola mais sustentável.

É a partir desta  necessidade de comunicação e troca de saberes que surgiu o Nós do Mato. O blog tem como objetivo informar de forma leve, simples e fácil quem mora no ‘Mato’ – quem efetivamente alimenta e sustenta o nosso país, principalmente para garantir a preservação do meio ambiente e uma produção sustentável.

A iniciativa surge do entendimento de que o meio rural promove um dos pilares fundamentais do Brasil, e ao promover conteúdos a partir desta realidade, é possível contribuir para o desenvolvimento sustentável, a troca de experiências e o fortalecimento da população rural. Por isso, o blog é uma fonte confiável onde produtores do campo podem falar a partir das suas vivências.

A iniciativa traz informação, conteúdo, entretenimento, dicas e reportagens sobre a vida rural no Brasil. Assim, o Nós do Mato mostra a importância e os benefícios do Código Florestal e se apresenta como um espaço aberto, para compartilhamento de experiências, colaboração e conhecimentos de todos aqueles que buscam contribuir com a proteção das florestas e da vida no campo. 

Publicação traz desafios e oportunidades para o avanço na implementação do Código Florestal em plena Década da Restauração da ONU

Lançada na Conferência SOBRE 2024, a edição é resultado de debates sobre a implementação dos Programas de Regularização Ambiental (PRAs) promovidos em seminários online em seis estados brasileiros e no contexto da União. Traz ainda outras contribuições da sociedade civil na temática

O Diálogo Florestal, o Observatório do Código Florestal (OCF) e a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura lançaram, na última quinta (11), durante a V Conferência Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE+10), em Juazeiro (BA), a publicação “Desafios e oportunidades dos programas de regularização ambiental”.

O trabalho sintetiza as discussões sobre os Programas de Regularização Ambiental (PRAs) e Projetos de Recomposição de Áreas Degradadas e Alteradas (PRADAs) no Brasil, fruto da segunda série de webinars realizados entre 2022 e 2023, que aborda os desafios e avanços na implementação do Código Florestal (Lei n° 12.651/2012)l em estados como Santa Catarina, Pernambuco, Pará, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso, e no contexto da União.

O lançamento da publicação ocorreu no Simpósio que levou a temática como foco do debate durante a Conferência SOBRE +10, na presença dos palestrantes: Fernanda Rodrigues, do Diálogo Florestal, Beto Mesquita (BVRio), representando a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, Rafael Bitante Fernandes (SOS Mata Atlântica), representando o Observatório do Código Florestal (OCF) e, Marcus Vinicius da Silva Alves, do Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

Segundo as pessoas que palestraram no simpósio, os Programas de Regularização Ambiental (PRAs) não devem ser vistos como um atraso na implementação do Código Florestal, mas como instrumentos essenciais para a aplicação da lei.

O diretor de regularização ambiental rural do Serviço Florestal Brasleiro (SFB), Marcus Vinicius da Silva Alves, afirmou que “a recomposição é obrigatória e o PRA não deve representar um obstáculo para o cumprimento da lei, somente permite o disciplinamento de processos”. Segundo Rafael Fernandes (OCF), todos os municípios devem se apropriar do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA) para usufruir dos benefícios da restauração. Já o representante da BVRio, Beto Mesquita (Coalização Brasil Clima, Florestas e Agricultura), reforçou que devemos adotar a implementação do Código Florestal como vetor de desenvolvimento para alavancar o PIB e potencializar a economia do país.

Para a coordenadora executiva do Diálogo Florestal, Fernanda Rodrigues, seguir dialogando é fundamental para a construção coletiva de soluções entre os setores. “A publicação surge em um momento crucial, alinhando-se à Década das Nações Unidas para a Restauração dos Ecossistemas e ao compromisso do Brasil de restaurar 12 milhões de hectares. Se os estados avançarem na implementação do PRA em sinergia com a União, esta meta pode ser alcançada e superada apenas com o cumprimento das restaurações compulsórias”, afirma.

Essa convergência enfatiza a importância da regularização ambiental e da restauração florestal como pilares para o cumprimento de compromissos internacionais, incluindo a mitigação das mudanças climáticas e a conservação da biodiversidade. Além disso, a restauração é capaz de gerar uma série de benefícios sociais, ambientais e econômicos, tanto localmente como para o país como um todo.

Desafios da Regularização Ambiental e Restauração no Brasil

Além de fornecer uma visão detalhada sobre os PRAs e PRADAs, a publicação destaca a necessidade de uma maior colaboração entre governos, sociedade civil, setor privado e instituições de ensino e pesquisa para superar os obstáculos e aproveitar as oportunidades da restauração florestal para alcançar os objetivos da Década da Restauração da ONU.

Um dos principais desafios destacados no documento é a necessidade de avanços na análise e validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) das propriedades. O processo enfrenta obstáculos consideráveis, tanto de base de dados e integração de sistemas como quanto para pequenos proprietários rurais. Facilitar este processo é essencial, pois pequenos produtores representam uma parcela significativa das propriedades agrícolas no Brasil, por outro lado priorizar é preciso, pois grande parte dos passivos está em um pequeno número de propriedades.

Outro desafio crítico é a inclusão de territórios de Povos e Comunidades Tradicionais no CAR. Essa inclusão é fundamental tanto para a preservação ambiental quanto para a proteção dos direitos dessas comunidades, que desempenham um papel primordial na conservação dos ecossistemas em todo o país.

A normatização para a adequação ambiental é outro destaque discutido na publicação. A harmonização das normas e a criação de mecanismos de apoio técnico e financeiro são apontadas como oportunidades para superar os obstáculos da regularização ambiental. A clareza normativa e um diálogo mais efetivo entre os diferentes atores envolvidos são essenciais para avançar nesta área.

Uma realização do Diálogo Florestal, Observatório do Código Florestal (OCF) e Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, os webinários contaram com o apoio da Aliança pela Restauração na Amazônia, Pacto pela Restauração da Mata Atlântica e Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA). A publicação teve apoio ainda da BVRio / Planaflor e NICFI (Norway´s International Climate and Forest Initiative).

Simpósio debaterá a implementação de PRA e PRADAs em Conferência Nacional de Restauração Ecológica

Além de promover o debate, Diálogo Florestal junto com Observatório do Código Florestal e Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura lançará publicação 

No próximo dia 11 de julho, das 10h30 às 12h, o Diálogo Florestal realiza, em conjunto com o Observatório do Código Florestal e a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, o Simpósio sobre a “Implementação de PRA e PRADAs: lançamento de publicação e debate sobre perspectivas futuras”, que será realizado no Miniauditório 3 do Complexo Multieventos, durante a Conferência Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE +10). O evento acontece entre 8 e 12 de julho, nas cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).

O simpósio abordará a implementação de Programas de Regularização Ambiental (PRAs) e Projetos de Recomposição de Áreas Degradadas e/ou Alteradas (PRADAs) no Brasil, desafios e oportunidades para a governança dos PRA e PRADAs, além das perspectivas futuras para a restauração através dos cumprimentos desses dispositivos do Código Florestal. Na ocasião será lançada também um publicação que traz os debates realizados em seminários online realizados em seis estados brasileiros, entre eles, Santa Catarina, Pernambuco, Pará, Maranhão, Tocantins, Mato Grosso, além do realizado para o contexto da União. A realização dos seminários online que deram origem à publicação é do Diálogo Florestal em conjunto com o Observatório do Código Florestal e a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, e contou com o apoio da Aliança pela Restauração na Amazônia, Pacto pela Restauração da Mata Atlântica e da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (ABRAMPA). A publicação também contou com apoio da BVRio, Planaflor e NICFI (Norway´s International Climate and Forest Initiative).

De acordo com a coordenadora executiva nacional do Diálogo Florestal, Fernanda Rodrigues, tanto o lançamento da publicação como o debate previsto para o simpósio são fundamentais para trazer luz ao tema central da conferência “SOBRE + 10, que abordará o Futuro da Restauração”.

“O simpósio pretende discutir desafios e oportunidades na implementação dos PRA no Brasil, a situação atual, a governança da matéria e as perspectivas futuras”, ressalta.

A moderação ficará a cargo de Fernanda Rodrigues (Diálogo Florestal) junto a palestrantes convidados como Rafael Bitante (SOS Mata Atlântica), representando o Observatório do Código Florestal (OCF) e, Marcus Vinicius da Silva Alves, do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), e Beto Mesquita (BVRio), representando a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura.

A Conferência SOBRE +10

A Conferência Brasileira de Restauração Ecológica é promovida a cada dois anos pela Sociedade Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE), reunindo especialistas e interessados na área de restauração ecológica para discutir e compartilhar conhecimentos e experiências.

Primeira série de webinars

No site do Diálogo Florestal pode ser encontrada a publicação que traz o resultado da primeira série de webinar. A série anterior, realizada em 2021, contou com 10 seminários que passaram por nove estados: Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia, Rondônia, Pará e Mato Grosso do Sul e um último, no contexto da União. A realização foi liderada pelo Diálogo Florestal em parceria com a SOS Mata Atlântica e a Aliança pela Restauração na Amazônia com apoio do Pacto pela Restauração da Mata Atlântica, do Observatório do Código Florestal e da Frente Parlamentar Ambientalista. 

Serviço:

Simpósio “Implementação de PRA e PRADAs: lançamento de publicação e debate sobre perspectivas futuras”

Data: 11/07
Hora: 10:30 às 12:00
Local: Miniauditório 3 – Complexo Multieventos
Conferência: SOBRE +10
Link: Grade de Sessões Simultâneas

Acompanhe a gravação de todos os webinarswww.youtube.com/dialogoflorestal