A quem interessa esconder os dados do Cadastro Ambiental Rural?

A quem interessa esconder os dados do Cadastro Ambiental Rural?

As organizações integrantes do Observatório do Código Florestal vêm demonstrar seu descontentamento diante da recente sinalização dada pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, de não fornecer à sociedade os dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no estado. A decisão, publicada na forma de “orientação jurídica” no Diário Oficial no dia 2 de novembro, fere o princípio da transparência, pilar fundamental das democracias e do direito ambiental brasileiro, e ponto indispensável ao cumprimento do Código Florestal.

Sem a divulgação dos dados completos do CAR torna-se impossível tanto o reconhecimento positivo de atores que cumprem a lei, quanto a responsabilização de agentes de cadeias produtivas que promovem danos ambientais, descumprindo a legislação. A sinalização do governo de São Paulo representa um enorme retrocesso em um contexto mundial marcado pela circulação democrática da informação de relevância pública.

Neste momento em que o Brasil se esforça para colocar em ação os compromissos nacionais assumidos diante do mundo em 2015 na Conferência do Clima, o governo de São Paulo dá um péssimo exemplo para os demais estados brasileiros. As organizações que compõem o Observatório do Código Florestal não podem se omitir neste momento e, respeitosamente, propõem ao Governo do Estado de São Paulo a revogação desta medida antidemocrática e a disponibilização dos dados do CAR à sociedade.

Outro importante ponto a ser observado é que não há fundamentação jurídica que sustente a sonegação dos dados do CAR para o público. Todos os dados contidos no CAR são de natureza pública, em especial por tratarem do meio ambiente, um direito difuso de toda a sociedade. Contudo, atualmente são necessárias consultas pontuais aos cartórios ou a outras instituições para serem acessados, o que na prática inviabiliza o acesso pela sociedade. Para dar efetividade à transparência, garantida pela Constituição de 1988, é importante que o acesso aos dados seja público e eficiente – o que ocorrerá somente com a abertura completa das informações do CAR. Em Decisão proferida em 2010, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello defendeu que “qualquer pessoa (tanto quanto a própria coletividade) tem o direito de obter e de ter acesso a informações verazes, honestas e confiáveis”.

O Observatório do Código Florestal entende que posicionamentos contrários à transparência refletem uma postura retrógrada, há algum tempo abandonada pelos setores produtivos modernos e comprometidos com um novo modelo de desenvolvimento, baseado na sustentabilidade. O OCF reafirma a confiança em diálogos multissetoriais como meio de se chegar a soluções para os diversos desafios enfrentados pela sociedade, a exemplo de iniciativas como a Moratória da Soja e o TAC da Pecuária, que já alcançaram resultados relevantes. Se o agronegócio brasileiro está cumprindo o Código Florestal, de cuja construção participou ativamente no Legislativo e no Executivo, não há o que temer em relação à transparência dos dados do CAR. Afinal, quem não deve, não teme.

A quem interessa esconder os dados do Cadastro Ambiental Rural?

A quem interessa esconder os dados do Cadastro Ambiental Rural?

As organizações integrantes do Observatório do Código Florestal vêm demonstrar seu descontentamento diante da recente sinalização dada pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, de não fornecer à sociedade os dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no estado. A decisão, publicada na forma de “orientação jurídica” no Diário Oficial no dia 2 de novembro, fere o princípio da transparência, pilar fundamental das democracias e do direito ambiental brasileiro, e ponto indispensável ao cumprimento do Código Florestal.

Sem a divulgação dos dados completos do CAR torna-se impossível tanto o reconhecimento positivo de atores que cumprem a lei, quanto a responsabilização de agentes de cadeias produtivas que promovem danos ambientais, descumprindo a legislação. A sinalização do governo de São Paulo representa um enorme retrocesso em um contexto mundial marcado pela circulação democrática da informação de relevância pública.

Neste momento em que o Brasil se esforça para colocar em ação os compromissos nacionais assumidos diante do mundo em 2015 na Conferência do Clima, o governo de São Paulo dá um péssimo exemplo para os demais estados brasileiros. As organizações que compõem o Observatório do Código Florestal não podem se omitir neste momento e, respeitosamente, propõem ao Governo do Estado de São Paulo a revogação desta medida antidemocrática e a disponibilização dos dados do CAR à sociedade.

Outro importante ponto a ser observado é que não há fundamentação jurídica que sustente a sonegação dos dados do CAR para o público. Todos os dados contidos no CAR são de natureza pública, em especial por tratarem do meio ambiente, um direito difuso de toda a sociedade. Contudo, atualmente são necessárias consultas pontuais aos cartórios ou a outras instituições para serem acessados, o que na prática inviabiliza o acesso pela sociedade. Para dar efetividade à transparência, garantida pela Constituição de 1988, é importante que o acesso aos dados seja público e eficiente – o que ocorrerá somente com a abertura completa das informações do CAR. Em Decisão proferida em 2010, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello defendeu que “qualquer pessoa (tanto quanto a própria coletividade) tem o direito de obter e de ter acesso a informações verazes, honestas e confiáveis”.

O Observatório do Código Florestal entende que posicionamentos contrários à transparência refletem uma postura retrógrada, há algum tempo abandonada pelos setores produtivos modernos e comprometidos com um novo modelo de desenvolvimento, baseado na sustentabilidade. O OCF reafirma a confiança em diálogos multissetoriais como meio de se chegar a soluções para os diversos desafios enfrentados pela sociedade, a exemplo de iniciativas como a Moratória da Soja e o TAC da Pecuária, que já alcançaram resultados relevantes. Se o agronegócio brasileiro está cumprindo o Código Florestal, de cuja construção participou ativamente no Legislativo e no Executivo, não há o que temer em relação à transparência dos dados do CAR. Afinal, quem não deve, não teme.

O clima e o Código Florestal

O clima e o Código Florestal

Tem início hoje, em Marrakesh, Marrocos, a 22.ª conferência da ONU sobre alterações climáticas (COP22). A iniciativa começa três dias depois do primeiro acordo mundial entrar em vigor. Para o alcance das metas climáticas estabelecidas, no entanto, o cumprimento do Código Florestal é fundamental, haja vista que a conversão da vegetação nativa em plantações e pasto está entre os maiores catalisadores da elevação dos gases de efeito estufa no Brasil.

O Observatório do Código Florestal entende que o cumprimento da lei florestal é o principal instrumento legal para a redução desses gases, uma vez que orienta o uso da terra, determinando áreas que devem ser preservadas e, também, as que devem ser destinada à produção rural.

Mecanismos como o Cadastro Ambiental Rural e o Programa de Regularização Ambiental são peças-chaves neste contexto. A transparência dos dados, por sua vez, é fundamental para que eles possam ser utilizados de forma plena, em prol da sociedade, contribuindo também para o equilíbrio climático, uma das principais demandas do planeta.

Governo sinaliza com abertura de dados do Cadastro Ambiental Rural

Governo sinaliza com abertura de dados do Cadastro Ambiental Rural

Em reunião com ministro do Meio Ambiente e diretor do SFB, organizações que integram o Observatório do Código Florestal reforçaram pedido por transparência nos dados do CAR

Brasília (DF), 27/10/2016 – Representantes de organizações da sociedade civil que integram o Observatório do Código Florestal (OCF) avaliaram como positiva a reunião desta manhã com o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, e o diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Raimundo Deusdará Filho.

No encontro, o diretor do SFB assegurou que parte das informações solicitadas pelo OCF será disponibilizada até o final de novembro, e mostrou-se aberto a viabilizar a divulgação dos dados do CAR sem a necessidade da assinatura de cláusula de confidencialidade pelo solicitante.

Adriana Ramos, coordenadora do Instituto Socioambiental (ISA), entidade participante do OCF, salientou que as organizações da sociedade civil devem se manter vigilantes no sentido de que os compromissos assumidos saiam do papel.

“Tivemos a oportunidade de colocar clara e objetivamente as propostas e obtivemos uma manifestação clara do ministro de que é necessário que se chegue à transparência total”, observou.

Na reunião, o diretor do SFB admitiu limitações de estrutura, recursos humanos e financeiros no SFB para disponibilizar com rapidez todos os dados do CAR para a sociedade.

 “Existe um problema de tecnologia da informação e de infraestrutura. Há cerca de 1.500 acessos por dia ao site do Cadastro Ambiental Rural, somos apenas cinco pessoas no Serviço Florestal trabalhando no CAR. Além de desenvolver e testar, temos que colocar à disposição no sistema”, justificou.

Durante o encontro, Andrea Azevedo, diretora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam, integrante do OCF), ressaltou que as organizações do Observatório compreendem as dificuldades técnicas — o OCF já se disponibilizou a apoiar eventuais demandas do SFB nesse sentido —, mas lembrou que não é viável se discutir a implementação do CAR sem que a questão da transparência seja contemplada.

“O grande legado do CAR será a transparência. Só vai funcionar quando o mercado entrar pedindo às cadeias de fornecedores o cumprimento do Código Florestal, e isso não é possível sem a disponibilização pública dos dados”, afirmou Andrea Azevedo.

Durante a reunião, o Observatório do Código Florestal apresentou três reivindicações:

1) Disponibilização imediata de informações das bases de banco de dados vetoriais (shapefiles) do Sistema do CAR (Sicar);
2) Modificação dos artigos 4o e 9o da Instrução Normativa 3/2014, do Ibama, que restringe o acesso a informações pessoais e impõe assinatura de termo de confidencialidade pelo solicitante, inclusive por serem contrários a preceitos legais de transparência e de acesso a informações de interesse público e
3) Implementação de instrumento visual online que permita acessar e baixar informações detalhadas dos dados do Sicar, por meio de banco de dados vetoriais.

O Observatório do Código Florestal vai, nos próximos dias, formalizar as propostas e os encaminhamentos da reunião para o Ministério do Meio Ambiente e Serviço Florestal Brasileiro, demandando prazos para que as medidas se efetivem e os dados do Cadastro Ambiental Rural comecem a ser disponibilizados para a sociedade.

Criado em maio de 2013, o Observatório do Código Florestal tem como objetivo principal monitorar a implementação da nova Lei Florestal (Lei Federal 12.651/12) em todo o país e acompanhar o desempenho dos Programas de Regularização Ambiental (PRAs) e de seu principal instrumento, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), com a intenção de mitigar os aspectos negativos do novo Código e evitar novos retrocessos.

 

Governo sinaliza com abertura de dados do Cadastro Ambiental Rural

Governo sinaliza com abertura de dados do Cadastro Ambiental Rural

Em reunião com ministro do Meio Ambiente e diretor do SFB, organizações que integram o Observatório do Código Florestal reforçaram pedido por transparência nos dados do CAR

Representantes de organizações da sociedade civil que integram o Observatório do Código Florestal (OCF) avaliaram como positiva a reunião desta manhã com o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, e o diretor do Serviço Florestal Brasileiro, Raimundo Deusdará Filho.

No encontro, o diretor do SFB assegurou que parte das informações solicitadas pelo OCF será disponibilizada até o final de novembro, e mostrou-se aberto a viabilizar a divulgação dos dados do CAR sem a necessidade da assinatura de cláusula de confidencialidade pelo solicitante.

Adriana Ramos, coordenadora do Instituto Socioambiental (ISA), entidade participante do OCF, salientou que as organizações da sociedade civil devem se manter vigilantes no sentido de que os compromissos assumidos saiam do papel.

“Tivemos a oportunidade de colocar clara e objetivamente as propostas e obtivemos uma manifestação clara do ministro de que é necessário que se chegue à transparência total”, observou.

Na reunião, o diretor do SFB admitiu limitações de estrutura, recursos humanos e financeiros no SFB para disponibilizar com rapidez todos os dados do CAR para a sociedade.

“Existe um problema de tecnologia da informação e de infraestrutura. Há cerca de 1.500 acessos por dia ao site do Cadastro Ambiental Rural, somos apenas cinco pessoas no Serviço Florestal trabalhando no CAR. Além de desenvolver e testar, temos que colocar à disposição no sistema”, justificou.

Durante o encontro, Andrea Azevedo, diretora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam, integrante do OCF), ressaltou que as organizações do Observatório compreendem as dificuldades técnicas — o OCF já se disponibilizou a apoiar eventuais demandas do SFB nesse sentido —, mas lembrou que não é viável se discutir a implementação do CAR sem que a questão da transparência seja contemplada.

“O grande legado do CAR será a transparência. Só vai funcionar quando o mercado entrar pedindo às cadeias de fornecedores o cumprimento do Código Florestal, e isso não é possível sem a disponibilização pública dos dados”, afirmou Andrea Azevedo.

Durante a reunião, o Observatório do Código Florestal apresentou três reivindicações:

Disponibilização imediata de informações das bases de banco de dados vetoriais (shapefiles) do Sistema do CAR (Sicar);
Modificação dos artigos 4o e 9o da Instrução Normativa 3/2014, do Ibama, que restringe o acesso a informações pessoais e impõe assinatura de termo de confidencialidade pelo solicitante, inclusive por serem contrários a preceitos legais de transparência e de acesso a informações de interesse público e
Implementação de instrumento visual online que permita acessar e baixar informações detalhadas dos dados do Sicar, por meio de banco de dados vetoriais.

O Observatório do Código Florestal vai, nos próximos dias, formalizar as propostas e os encaminhamentos da reunião para o Ministério do Meio Ambiente e Serviço Florestal Brasileiro, estabelecendo prazos para que as medidas se efetivem e os dados do Cadastro Ambiental Rural comecem a ser disponibilizados para a sociedade.

Criado em maio de 2013, o Observatório do Código Florestal tem como objetivo principal monitorar a implementação da nova Lei Florestal (Lei Federal 12.651/12) em todo o país e acompanhar o desempenho dos Programas de Regularização Ambiental (PRAs) e de seu principal instrumento, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), com a intenção de mitigar os aspectos negativos do novo Código e evitar novos retrocessos.

Código Florestal: contribuições para a regulamentação dos programas de regularização ambiental (PRAs)

Código Florestal: contribuições para a regulamentação dos programas de regularização ambiental (PRAs)

O Observatório do Código Florestal (OCF) disponibiliza para ser baixado livremente o estudo Código Florestal: contribuições para a regulamentação dos programas de regularização ambiental (PRAs). A publicação integra a série Sustentabilidade em Debate”,com curadoria do IMAFLORA, que integra o OCF, e ESALQ/USP.

O trabalho, realizado por pesquisadores das duas instituições, contém recomendações para a implementação do Programa de Regularização Ambiental, condição para a execução da Lei Florestal, especialmente aplicadas para o Estado de São Paulo .

A produção é uma das iniciativas do Observatório que buscam contribuir para a disseminação de informações que podem fortalecer a discussão sobre o Código Florestal.

O objetivo do estudo foi avaliar o impacto das mudanças provocadas pelo novo Código, especialmente na revisão dos critérios para Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente na conservação da biodiversidade da água e do solo. O estudo de caso foi realizado em uma microbacia na região de Piracicaba, com o uso de solo representativo da realidade do estado, com floresta nativa, cana-de-açúcar, pastagem e eucalipto.

Uma das principais conclusões do trabalho aponta que o uso das APPs consolidadas com atividades agropecuárias oferece grande risco de degradação do solo e da água. Por outro lado, o uso de boas práticas de produção, a restauração de florestas em áreas declivosas e a recuperação integral das APPs diminuem em 76% a erosão em toda a bacia, além de aumentar a conservação da biodiversidade. A pesquisa conclui, ainda, que incentivos econômicos aos produtores são fundamentais para garantir o cumprimento da Lei e a restauração de florestas, promovendo  prestação de serviços ambientais.

A pesquisa foi coordenada por Luis Fernando Guedes Pinto, engenheiro agrônomo do IMAFLORA e pelo Professor Silvio Frosini de Barros Ferraz, da ESALQ/USP e contou com a colaboração de Vinicius Guidotti, Gerd Sparovek, e Pedro Henrique Santin Brancalion.

O Observatório do Código Florestal (OCF) foi criado em maio de 2013 para promover o controle social sobre a implementação da Lei nº 12.651, de 2012 (Código Florestal brasileiro) e garantir integridade ambiental, social e econômica nas florestas em áreas privadas. A rede é composta por 23 organizações independentes que se juntaram com o mesmo objetivo de promover a efetiva implementação do Código.

 

Elaboração: Imaflora, IPAM e Observatório do Código Florestal

Palavras-chave: Programa de Regularização Ambiental (PRA).

Código Florestal em São Paulo: entraves e perspectivas da legislação ambiental no estado

Código Florestal em São Paulo: entraves e perspectivas da legislação ambiental no estado

O Programa de Regularização Ambiental (PRA), as Áreas urbanas de Preservação Permanente (APPs), a prevenção para a falta de água e a situação do Cerrado foram os temas mais recorrentes no debate sobre o Código Florestal no Estado de São Paulo. O evento foi realizado pelo Movimento Mais Florestas PRA São Paulo, nesta quinta-feira, 20 de outubro, na capital paulista.

Na pauta de discussões também estiveram as implicações da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin), proposta pelo Ministério Público,que suspende a lei que regulariza o Código Florestal no estado de São Paulo – a Lei Estadual 15.684/15. Algumas entidades ambientalistas acreditam que esta ação é uma boa oportunidade para corrigir os pontos negativos do PRA do Estado.

Participaram do encontro Gerd Sparovek (ESALQ/USP), Ciça Wey de Brito (Aliança pela Água) e Roberto Resende (Iniciativa Verde). O evento durou duas horas, reunindo uma plateia de cerca de 70 pessoas.

Em sua fala, Sparovek falou sobre a importância de propor critérios para implementação do PRA em São Paulo, citando a necessidade de um levantamento sobre a situação da cobertura de vegetação no estado. Sobre a Adin, ele acredita que a lei pode cair, o que seria, em sua opinião, positivo. Mas, caso isso não aconteça, defende que os pontos questionados sejam corrigidos. “Que isso não vá para a solução mais barata e sim, necessária”, arremata.

Roberto Resende, da Iniciativa Verde, entidade que integra o Observatório do Código Florestal (OCF), reiterou que na Assembleia Legislativa de São Paulo não tem um projeto de Lei tratando da aplicação do Código Florestal nas áreas urbanas. Ele também questionou: “Qual a solução para a APP urbana? Ninguém fala sobre isso.”

Ciça Wey de Brito, da Aliança pela Água, destacou que ao falarmos sobre recuperar “florestas”, deixamos de lado vegetações, como o Cerrado. Ela diz que o Cerrado vem sendo desmatado há mais tempo do que se acredita, o que complica sua recuperação. A possibilidade de anistia a esse desmatamento a preocupa.

A questão da água em São Paulo também foi lembrada pela debatedora: “Se não temos floresta (vegetação), uma condição ambiental satisfatória, não teremos a quantidade de água que precisamos”.

No evento, muito se falou sobre APP urbana e de como ela está sendo negligenciada, inclusive, pelos prefeitos. Entre os consensos, o de que é preciso cobrar dos governantes essa regularização e de que a sociedade civil tem um papel importante de pressionar e cobrar avanços na questão.

Campanha

O evento marca também o lançamento de uma campanha digital pensada para explicar à sociedade o Programa de Regularização Ambiental, um dos mecanismos do Código Florestal.

Os vídeos foram realizados em parceria com o Observatório do Código Florestal. O objetivo é mostrar à sociedade, por meio de uma linguagem acessível, a importância do Código Florestal e de seus instrumentos como o Programa de Regularização Ambiental e o CAR, destacando como eles afetam o dia a dia de todos.

As animações vão contemplar temas como: Floresta e água; APPs urbanas; Cerrado; exportação de florestas e anistia aos desmatadores; instrumentos Econômicos e PRA.

Confira em nosso canal do You Tube. Clique aqui.

Código Florestal: Contribuições para a regulamentação dos programas de regularização ambiental (PRAs)

O estudo faz parte da série SUSTENTABILIDADE EM DEBATE, iniciativa do Imaflora que busca sistematizar e
gerar conhecimento sobre sustentabilidade, inovação, conservação e desenvolvimento para os setores de florestas e agricultura. Engloba trabalhos de sistematização de experiências, análise de resultados de projetos, novos métodos e propostas de políticas. O estudo disponibilizado faz recomendações para a regulamentação dos Programas de Regularização Ambiental (PRAs).

Elaboração: Imaflora, IPAM e OCF

Palavras-chave: Programa de Regularização Ambiental (PRA).

Debate, hoje, em São Paulo, apresenta como está a implementação do Código Florestal no estado

Debate, hoje, em São Paulo, apresenta como está a implementação do Código Florestal no estado

A implementação do Código Florestal em São Paulo será o tema de um debate promovido pelo Movimento Mais Florestas PRA São Paulo, nesta quinta-feira, 20 de outubro. O objetivo é promover uma ampla discussão sobre a lei florestal no estado, seus desafios e suas perspectivas, com destaque para os mecanismos de participação social.

Entre as discussões, as implicações da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) que suspende a lei que regulariza o Código Florestal no estado de São Paulo – a Lei Estadual 15.684/15.

A ideia é promover o diálogo sobre alguns pontos da lei que estão sendo questionados e promover o entendimento sobre os impactos de sua implementação nos recursos naturais e no dia a dia de populações rurais e urbanas.

Campanha

No evento, será lançado um documentário que integra uma campanha digital pensada para explicar à sociedade o Programa de Regularização Ambiental (PRA), um dos mecanismos do Código Florestal.

A proposta é fazer com que a iniciativa alcance o maior número de pessoas possíveis, sensibilizando-as para a importância de protegermos a biodiversidade, da qual também fazemos parte. Ao todo, são cinco animações e três documentários.

Os vídeos foram realizados em parceria com o Observatório do Código Florestal, coletivo de organizações ambientais que monitora a nova lei florestal.O objetivo é mostrar à sociedade, por meio de uma linguagem acessível, a importância do Código Florestal  e de seus instrumentos como o Programa de Regularização Ambiental e o CAR, destacando como eles afetam o dia a dia de todos.

As animações vão contemplar temas como: Floresta e água; APPs urbanas; Cerrado; exportação de florestas e anistia aos desmatadores; instrumentos Econômicos e PRA.

Veja os vídeos em nosso Canal do You Tube: https://goo.gl/0MxeNL

Serviço

Debate sobre o Código Florestal em São Paulo

Dia: 20 de outubro, quinta-feira

Horário: 9h30 até 12h

Local: R. Fidalga, 521 – Vila Madalena, São Paulo, Sala Crisantempo

Apoio: Sala Crisantempo