[Globo Rural] Projeto de Lei prevê excluir Mato Grosso da Amazônia Legal

[Globo Rural] Projeto de Lei prevê excluir Mato Grosso da Amazônia Legal

Fonte: Globo Rural / Por: Mariana Grilli

 

Para o Observatório do Código Florestal, a alta produtividade na região só é possível porque ainda há floresta preservada suficiente para garantir as chuvas que permitem essas duas safras.

 

15 de Julho – Em notícia do Globo Rural do começo de julho, o Observatório do Código Florestal (OCF) contesta a argumentação do deputado Juarez Costa, a favor do projeto legislativo que prevê excluir o estado do Mato Grosso da Amazônia Legal.

O estado é o principal produtor de soja, milho e algodão, além de ter o maior rebanho bovino do Brasil, Mato Grosso tem na agropecuária uma parte relevante da sua economia. Mas pela sua localização e sua configuração ambiental, Mato Grosso está sujeito a regras diferentes de outras regiões importantes de produção agrícola do Brasil, no âmbito do Código Florestal. Uma situação que pode mudar, caso seja aprovado um projeto de lei (337/22) em tramitação na Câmara dos Deputados, que visa retirar o Estado da Amazônia Legal.

Para o OCF, “É verdade que, atualmente, a produtividade agrícola da região é alta porque é possível colher até duas safras de grãos. Mas isso ocorre justamente porque ainda há floresta preservada suficiente para garantir as chuvas que permitem essas duas safras. O aumento do desmatamento permitido por esse projeto iria justamente afetar a oferta desse serviço ambiental, diminuindo os volumes e alterando a regularidade das chuvas na região”, avalia a entidade.

 

Para ler a notícia completa, acesse: Globo Rural

[O Eco] Coalizão pelo Pampa publica carta aberta em defesa do bioma e alerta para ameaças

[O Eco] Coalizão pelo Pampa publica carta aberta em defesa do bioma e alerta para ameaças

 

O documento lista dez diretrizes e ações para uso sustentável e conservação do Pampa e chama atenção para ameaças e destruição acelerada nos últimos anos

 

A Coalizão pelo Pampa publicou uma carta aberta à sociedade em defesa do bioma em que alerta para o acelerado ritmo de destruição dos campos nativos do sul. O documento foi originalmente apresentado na Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, no início deste mês, e lista diretrizes e ações para o uso sustentável e conservação do Pampa para serem analisadas e implementadas pelas autoridades gaúchas e pelos poderes executivo, legislativo e judiciário.

A carta é assinada pelas 19 associações e grupos de atuação socioambiental do Rio Grande do Sul, que juntas compõem a Coalizão. A formação do movimento em prol do bioma, exclusivo do estado gaúcho, começou em dezembro de 2021 em resposta aos graves índices de supressão que o Pampa tem enfrentado nos últimos anos.

O texto destaca que o Pampa é o bioma brasileiro com a maior perda percentual de áreas naturais no período de 2000 a 2018, principalmente devido ao avanço da agricultura. “A diminuição dos campos nativos do Pampa decorre das expansões da produção agrícola da silvicultura e das pastagens cultivadas, sendo a soja o principal cultivo a substituir os campos nos últimos anos, com crescimento de 188,5% de área entre 2000 e 2015”, explica trecho da carta aberta (leia na íntegra).

O documento associa ainda a problemática expansão da agricultura com outras ameaças: a crescente utilização de agrotóxico e a fragilidade do bioma devido à pouca proteção legal. O Pampa é o bioma com menor área percentual protegida em unidades de conservação, com apenas 2,8% do território protegido, bem distante dos 17% recomendados internacionalmente pela Convenção da Biodiversidade Biológica (CDB).

“Essa é uma carta aberta à sociedade e aos políticos também, principalmente por estarmos em ano eleitoral. Nós queremos tentar influenciar para que esses políticos coloquem nas suas plataformas de governo, tanto no legislativo, quanto no executivo, ações em prol do uso sustentável e da conservação do Pampa”, conta o analista ambiental Rodrigo Dutra, da Associação dos Servidores do Ibama do Estado (ASIBAMA-RS), uma das integrantes da Coalizão pelo Pampa.

O representante da ASIBAMA chama atenção para os ataques à legislação ambiental no bioma. “O Pampa é um dos raros exemplos de bioma no Brasil em que a pecuária é compatível com a conservação da vegetação nativa e é considerada um dos usos sustentáveis para o bioma, inclusive em Reserva Legal. E o setor do agronegócio, junto com o governo do estado, criou conceitos artificiais de que a pecuária suprime os campos para poder usar o artigo 68 da lei federal 12.651 [Código Florestal] que diz que quem suprimiu em anos anteriores não precisa recompor Reserva Legal”, explica o servidor do Ibama.

“Ou seja, o que se quer no estado é dizer que a pecuária suprimiu os campos há séculos e por isso não precisa recompor Reserva Legal no Pampa. Ou seja, não existe Reserva Legal no Pampa”, completa.

O conceito, entretanto, é completamente falso, alerta Rodrigo. Porque a pecuária é considerada por pesquisadores como uma atividade sustentável nos campos sulinos. A compatibilização da pecuária com as Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente é reconhecida inclusive pela legislação do estado, através da Resolução Consema nº 360/2017.

O documento da Coalizão pelo Pampa alerta para outras ações em curso que podem fragilizar ainda mais a proteção dos campos nativos e impactar na segurança hídrica, como a revisão da hidrografia do estado, “atividade em curso que está gerando uma descaracterização de muitos rios, com objetivo único de ampliar áreas de grandes plantios, impactando a quantidade e a qualidade da água”.

 

A carta

A carta aberta da Coalizão aponta 10 diretrizes para garantir a proteção do Pampa, em resumo, são elas:

1. Cumprimento e regulamentação da legislação ambiental vigente para a proteção do bioma Pampa (como o próprio Código Florestal), o que inclui o estabelecimento de mecanismos para reposição campestre obrigatória para a supressão dos campos nativos do Pampa e a implementação do Programa de Pagamentos por Serviços Ambientais.

2. Valorização das cadeias produtivas sustentáveis do Pampa.

3. Planejamento da ocupação e uso do solo do bioma, com a definição de percentuais mínimos de conservação do Pampa em todas as suas fisionomias e a ampliação das áreas protegidas do bioma.

4. Participação de diferentes atores sociais do Pampa na construção de políticas públicas e projetos estratégicos junto ao centro de governo.

5. Promoção do turismo sustentável como ferramenta de valorização dos territórios tradicionais do bioma Pampa.

6. Efetivação dos processos de regularização e proteção dos territórios tradicionais.

7. Desenvolvimento de ações de fortalecimento da autonomia das comunidades em relação à sustentabilidade de seus territórios.

8. Implementação de políticas públicas de comunicação sobre os campos nativos.

9. Melhoria da qualidade de suas águas, com medidas como a implantação de uma rede de monitoramento de agrotóxicos nas águas superficiais e subterrâneas e políticas de redução do uso de agrotóxicos.

10. Adoção de ações de fiscalização da supressão ilegal de campos nativos pelos órgãos competentes, o que inclui o estabelecimento de mecanismos de rastreamento e controle da origem dos grãos oriundos de áreas ilegalmente convertidas e/ou com embargos ambientais, trabalhistas e outras ilegalidades.

 

Fonte: O Eco

Autor: Duda Menegassi

Foto:  Fabio Olmos

[VALOR ECONÔMICO] Desmatamento cresce no Cerrado e aumenta riscos de crise hídrica

[VALOR ECONÔMICO] Desmatamento cresce no Cerrado e aumenta riscos de crise hídrica

Fonte: Valor Econômico / por Jaime Gesisky

Corte de vegetação nativa compromete chuvas e mananciais da região e pode afetar inclusive a
água que é usada na agricultura

27 de maio – Em notícia do jornal Valor Econômico publicada nesta sexta-feira (27), foram divulgados dados do Inpe que apontam para um crescimento do desmate na região do Bioma Cerrado.

Os alertas de desmatamento no bioma nos primeiros quatro meses deste ano é 61% maior do que
em igual período do ano passado, tendência já registrada nos últimos três anos. De agosto de
2020 a julho de 2021, foram desmatados mais de 8,5 mil km2 de vegetação nativa.

“Os estudos mostram redução de 8,4% nas chuvas de 1977 a 2010 no Cerrado. Foram analisados
dados de 125 estações pluviométricas, distribuídas em nove Estados que fazem parte do bioma.
A tendência de diminuição nas chuvas foi observada em 89 estações, sendo que em 18 delas –
14% do total -, a mudança foi mais significativa”, conta Bustamante.

Para a professora, há uma relação direta entre a redução das chuvas no Cerrado e a agricultura.
“A atividade em terras agrícolas mais que dobrou entre 2003 e 2013 em área, saindo de 1,2
milhão para 2,5 milhões de hectares, com 74% das novas terras de cultivo provenientes de
vegetação do Cerrado antes intacta.” Tais mudanças, diz ela, diminuíram a quantidade de água
reciclada para a atmosfera via evapotranspiração a cada ano.

 

Leia a notícia completa em: Valor Econômico

[Um Só Planeta] Código Florestal: especialistas apontam o que falta para lei avançar

[Um Só Planeta] Código Florestal: especialistas apontam o que falta para lei avançar

 

Fonte: Um Só Planeta / Por: Mariana Grilli

 

27 de maio – Completada a primeira década do Código Florestal, é unânime entre ruralistas e ambientalistas que é preciso avançar na implementação da lei. Também já se sabe que a análise dos seis milhões de registros de propriedades rurais no Cadastro Ambiental Rural (CAR) deve ganhar celeridade para que todas as áreas privadas brasileiras estejam em conformidade com o Programa de Regularização Ambiental (PRA).

Em entrevista, a secretária executiva do Observatório do Código Florestal (OCF) explica que há uma concentração no descumprimento da Lei, que acontece em 12% dos imóveis rurais do CAR. Isto revela que 88% dos casos está de acordo com o Código Florestal.

“Se você tem esse déficit tão concentrado, é só começar a implementação ali, de forma regional. Se você tiver bom planejamento, o déficit está concentrado em poucos imóveis, então já se sabe para quais propriedades devemos reunir esforços. Mas esse planejamento a gente nunca teve”, Argumenta. Cabe aos governos estaduais a responsabilidade de fazer a análise dos cadastros.

 

Para ler a reportagem completa, acesse.

[Valor Econômico] Só 0,4% dos imóveis no CAR já têm análise total

[Valor Econômico] Só 0,4% dos imóveis no CAR já têm análise total

Fonte: Valor Econômico / Por: Rafael Walendorff

Registros representam 2% de mais de 612 milhões de hectares

26 de maio – Apenas 28,6 mil imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), criado há uma década, foram totalmente analisados e validados até hoje, de acordo com o boletim mais recente do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), publicado em abril. Esses registros correspondem a uma área de 12,2 milhões de hectares espalhados por todo o país.

A conclusão da análise do CAR significa o fim do primeiro passo para a regularidade ambiental do imóvel. Alguns já estão em total conformidade com o Código Florestal, podendo inclusive emitir as Cotas de Reserva Ambiental (CRA), e outros ainda precisam passar pelo processo de adequação das áreas e regularização.

Roberta del Giudice, do Observatório do Código Florestal (OCF), afirma que, enquanto alguns Estados já iniciaram a assinatura de termos de compromisso para a implantação dos Programas de Regularização Ambiental (PRAs), como Acre e Mato Grosso do Sul, outros ainda não regulamentaram seus PRAs – casos de Alagoas e Sergipe.

“Essa diferença, aliada ao atraso na análise dos dados e na efetiva implantação da lei, reforça não só a diferença social e econômica entre as regiões do país, mas também a capacidade do Brasil de orientar a implementação de uma política pública de forma democrática entre os Estados”, explica Roberta, em nota.

Para ler a reportagem completa, acesse Valor Econômico.

[Brasil de Fato] Código Florestal Brasileiro completa dez anos e ainda não tem garantias de cumprimento

[Brasil de Fato] Código Florestal Brasileiro completa dez anos e ainda não tem garantias de cumprimento

Fonte: Brasil de Fato / Por: Nara Lacerda

Texto foi considerado insuficiente na aprovação e mesmo assim ainda não foi implementado no país

25 de maio – Dez anos depois de aprovado, o Código Florestal, que estabelece normas para proteção da vegetação nativa em áreas rurais ainda não foi colocado em prática no Brasil e enfrenta obstáculos para se tornar efetivo.

Isso porque, em uma década, o país retrocedeu tanto na preservação que mesmo a lei considerada insuficiente em 2012 tem potencial para colocar em prática garantias esquecidas atualmente.

Em entrevista ao Brasil de Fato, a secretária executiva do Observatório do Código Florestal (OCF), Roberta del Giudice, fala sobre as anistias concedidas pela Lei a desmatadores e o potencial do Código Florestal hoje, na preservação da vegetação nativa do país.

“Quando foi aprovado, o Código Florestal permitiu regularizar 40 milhões de hectares que foram desmatados ilegalmente antes de ele entrar em vigor. Isso gerou uma tristeza, uma revolta, porque pensamos que não era possível que a lei iria criar essa anistia em um volume tão alto”, explica a secretária executiva do Observatório do Código Florestal, Roberta del Giudice.

Advogada e especialista em desenvolvimento sustentável, Giudice pondera, no entanto, que de lá para cá o cenário piorou e a implementação da lei poderia ter impedido avanços recordes de desmatamento.

“Depois disso, tivemos desmatamento de 13 milhões de hectares e a não restauração dos 12 milhões que faltavam para a implementação do código e continuam faltando. São cenários completamente diferentes. Era um cenário em que tínhamos uma ministra do meio ambiente [Izabella Teixeira] que era uma técnica, para um cenário em que temos falta de diálogo e planejamento”, completa Roberta del Giudice.

 

Para ler a reportagem completa, acesse Brasil de Fato.

[Globo Rural] Dez anos do Código Florestal, lei que concilia floresta, agricultura e clima

[Globo Rural] Dez anos do Código Florestal, lei que concilia floresta, agricultura e clima

Fonte: Globo Rural / Por: Beto Mesquita e Renata Nogueira

23 de maio – Em agosto deste ano, o Código Florestal completou uma década. Em reportagem, o Globo Rural traz apontamentos sobre a Lei de Proteção da Vegetação Nativa, e sobre iniciativas positivas para sua implementação, entre elas, plataformas de monitoramento e advocacy desenvolvidos pela rede do Observatório do Código Florestal (OCF).

Para ler a reportagem completa, acesse: Globo Rural

[OGlobo] Código Florestal completa 10 anos sem cumprir objetivos de restauração de ecossistemas brasileiros

[OGlobo] Código Florestal completa 10 anos sem cumprir objetivos de restauração de ecossistemas brasileiros

Fonte: OGlobo / Por: Paulo Ferreira

23 de maio – Esperança para a preservação da biodiversidade brasileira, o Código Florestal completa dez anos neste mês ainda distante de sua implementação plena. A lei impôs obstáculos para impedir o aumento da devastação das florestas no país, mas uma década depois o Brasil ainda acumula pelo menos 16,8 milhões de hectares de áreas desmatadas que deveriam estar sendo reflorestadas e não estão.

Em entrevista ao OGlobo, Roberta del Giudice, secretária executiva do Observatório do Código Florestal (OCF) falou sobre o momento ambientalmente decisivo em que o Brasil se encontra, em relação a implantação da Lei Florestal.

“Este é o momento em que temos que tomar uma decisão. Se vamos ter uma commodity mais sustentável, com maior valor agregado, querer esse diferencial para mostrar ao mundo que a gente consegue produzir, preservar e conservar. A gente vem numa crescente de desmatamento, de queimadas. Isso gera um impacto para a imagem brasileira no mercado internacional. É hora de reverter isso, de começar a implementação do Código”. explica.

Para ler a reportagem completa, acesse OGlobo.

 

[O Eco] Oportunidades e desafios para a implementação do Código Florestal brasileiro

[O Eco] Oportunidades e desafios para a implementação do Código Florestal brasileiro

Fonte: O Eco / por: Pedro Moura Costa, Maurício de Moura Costa e Beto Mesquita

 

A lentidão na implementação do Código Florestal representa o desperdício de uma valiosa oportunidade de transformar o uso da terra no Brasil

 

17 de maio – Em notícia publicada no jornal Eco desta terça-feira, a rede do Observatório do Código Florestal (OCF) é mencionada no âmbito do desenvolvimento de ferramentas que permitirão ampliar a capacidade social de monitorar e cobrar a implementação da lei.

As novas ferramentas como as plataformas ‘Raio-X do CAR’ e ‘Termômetro do CAR’ darão transparência e visibilidade ao status de implementação, e serão destinadas aos órgãos de controle e para a sociedade em geral.

As peculiaridades da implementação do Código Florestal nos territórios de povos e comunidades tradicionais – que permanece como um desafio, sujeito a várias incógnitas – conta com um olhar atento dos membros do OCF. Da mesma forma, o monitoramento do engajamento do setor privado, especialmente os grandes players comerciais do agronegócio e as instituições financeiras com carteiras rurais de grande relevância, também está sendo abordado. Sobre este último, o Portal de Monitoramento do Código Florestal, sob responsabilidade da BVRio, traz um painel de indicadores baseado nas informações aportadas pelas empresas, além de um dashboard sobre a situação dos PRAs nos estados.

 

Para ler a notícia completa, acesse: O Eco