[AGÊNCIA PÚBLICA] Ministério de Minas e Energia apoiou ‘jabuti’ para afrouxar lei da Mata Atlântica

[AGÊNCIA PÚBLICA] Ministério de Minas e Energia apoiou ‘jabuti’ para afrouxar lei da Mata Atlântica

Fonte: Agência Pública

Pasta da gestão Lula foi favorável à emenda em MP de Bolsonaro que adia regras do Código Florestal

 

16 de maio – Apuração realizada pela Agência Pública, a partir de uma Nota Técnica produzida pela Assessoria Especial de Meio Ambiente da pasta comandada por Alexandre Silveira (PSD), mostra que a emenda inserida no texto da Medida Provisória (MP) 1.150, do governo Bolsonaro, foi defendida pelo Ministério de Minas e Energia (MME) do governo Lula.

De acordo com informações obtidas pelo veículo, o MME argumenta que a proposta “visa dar uma maior agilidade ao procedimento de autorização de supressão de vegetação, sem descuidar da preservação do bioma mata atlântica”.

Originalmente, o texto alterava apenas o Código Florestal, no que diz respeito aos prazos do Programa de Regularização Ambiental (PRA). Durante a tramitação na Câmara dos Deputados, recebeu emendas chamadas pelos Ambientalistas de “Jabutis”, já que as propostas não tem nada a ver com o texto inicial.

As emendas inseridas na medida alteram a Lei da Mata Atlântica, abrindo brechas para mais desmatamento no bioma já devastado. Agora, não será mais necessário verificar se existem alternativas para a localização de um empreendimento linear para não impactar a vegetação primária ou secundária. Assim, para a execução de uma obra, áreas mais biodiversas e que prestam o maior número de serviços ambientais poderão ser desmatadas.

O texto da MP estabelece também que não é necessário obter parecer técnico do órgão ambiental estadual para desmatar a vegetação da Mata Atlântica no estágio médio de regeneração em áreas urbanas. Desta forma, a análise fica a cargo do órgão ambiental municipal. Ainda, reduz as medidas compensatórias pelo desmatamento no bioma e permite que essas sejam realizadas em Áreas de Preservação Permanente.

Com a redação final dada após as emendas, porém, o escopo da medida se ampliou, abrangendo outras leis além do Código Florestal. O relator da MP 1.150/2022, aprovada como Projeto de Lei de Conversão (PLV) 6/2023, foi Sérgio Souza (MDB-PR), que presidiu a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) entre 2021 e 2022.

De acordo com a reportagem da Agência Pública, em relação ao próprio Código Florestal, a medida foi aprovada com uma redação que adiou pela 6ª vez os prazos não só para adesão ao PRA, mas também para o mero registro no Cadastro Ambiental Rural (CAR) – obrigação estabelecida pelo Código Florestal de 2012 –, mudanças que já eram criticadas por ambientalistas

O texto que partiu do governo Bolsonaro dilatava em mais 180 dias o prazo para a adesão dos produtores com passivo ambiental – ou seja, que haviam desmatado irregularmente e precisavam fazer a recuperação dessas terras – ao PRA. Já na Câmara ficou estabelecida que os produtores terão o prazo de um ano para responder após serem convocados pelo órgão competente. A convocação, no entanto, não tem prazo para ocorrer. Isso, na prática, pode prorrogar a efetivação do PRA indefinidamente, beneficiando produtores rurais com áreas desmatadas irregularmente.

“O prazo ia ter de ser adiado mesmo, uma vez que já tinha vencido. Até hoje, mesmo depois de 11 anos da aprovação do novo Código Florestal, nem 1% dos proprietários que precisam fazer a regularização assinaram o compromisso. Mas da forma como foi feito, isso pode não acontecer nunca. Se for esperar pela convocação pelos órgãos ambientais de cada produtor, um a um, vai ser uma prorrogação eterna”, comenta Roberta del Giudice, secretária executiva do Observatório do Código Florestal.

No caso da obrigatoriedade de registro no CAR, o prazo foi ampliado para o final de 2023, em casos de imóveis maiores que quatro módulos fiscais, ou até o final de 2025, para imóveis menores.

 

Para ler a notícia completa, acesse Agência Pública

[Pará Terra Boa] Cadastro Ambiental Rural tem apenas 2% de análises concluídas no país, aponta estudo]

[Pará Terra Boa] Cadastro Ambiental Rural tem apenas 2% de análises concluídas no país, aponta estudo

Fonte: Pará Terra Boa

Apenas 12%  dos Cadastros Ambientais Rurais (CAR), previstos no Código Florestal (Lei 12651/2012) e fundamentais para a regularização ambiental das propriedades rurais no Brasil, começaram a ser analisados pelos governos estaduais, e somente 2% tiveram análises concluídas.

As informações são do estudo “Onde estamos na implementação do Código Florestal – Radiografia do CAR e do PRA nos estados brasileiros”, relativos a 2022. O levantamento é feito anualmente pela Climate Policy Initiative, afiliada à PUC-Rio.

A lentidão com os cadastros afeta a adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), lembra a Folha. Nessa etapa, com base nas informações conferidas pelo CAR, o proprietário adere a um compromisso para recompor áreas desmatadas irregularmente na propriedade, como porções de reserva legal ou áreas de preservação permanente. E apenas sete estados completaram a implementação do PRA: Acre, Rondônia, Pará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Minas Gerais.

Com a MP agora sob análise do Senado, diferentes organizações da sociedade civil se mobilizam para impedir. Na semana passada, o Observatório do Código Florestal divulgou nota técnica listando todas as ameaças embutidas na proposta.

“A alteração proposta prorroga indefinidamente o início da adequação à Lei nº 12.651, de 2012 (o Código Florestal), levando à anistia de 19 milhões de hectares de Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal desmatados ilegalmente e que deveriam ser recuperados”, destaca o documento, repercutido por ((o))eco e Projeto Colabora.

 

Para ler a notícia completa, acesse Pará Terra Boa.

[TVT] Ambientalistas alertam para as ameaças da medida provisória, que ataca a lei da Mata Atlântica

[Cortes TVT] Ambientalistas alertam para as ameaças da medida provisória, que ataca a lei da Mata Atlântica

Fonte: TVT

14 de abril – Em entrevista a TVT, Roberta del Giudice, secretária executiva do Observatório do Código Florestal (OCF), falou sobre a Medida Provisória (MP) 1.150 de 2022, que altera o prazo de inscrição no Programa de Regularização Ambiental (PRA) e flexibiliza de outras formas o Código Florestal e a proteção da Mata Atlântica.

Roberta explica que, quando se começa a fazer esses enfraquecimentos da legislação ambiental, se passa um recado muito ruim, de que toda a obrigação ambiental pode ser revista e de que ela é volátil.

“Você não precisa cumprir a Lei porque ela um dia vai ser revista. Então além, do impacto na proteção florestal ela traz um impacto em todo o arcabouço jurídico ambiental do Brasil. A proteção das florestas faz parte deste arcabouço jurídico que a gente chama de legislação ambiental”, diz.

A notícia ainda fala da Nota Técnica emitida pelo OCF, mostrando que a Medida Provisória contraria a legislação vigente de proteção ambiental.

 

Para assistir a notícia completa, acesse TVT.

[O ECO] Sociedade civil se mobiliza contra norma que pretende alterar Código Florestal

[O ECO] Sociedade civil se mobiliza contra norma que pretende alterar Código Florestal

Fonte: O Eco / por: Cristiane Prizibisczki

Aprovada na Câmara, MP 1150/22 chegou nesta segunda-feira no Senado. Organizações pedem veto à proposta, que também fragiliza Lei da Mata Atlântica

11 de abril – Diferentes organizações da sociedade civil brasileira se mobilizam, desde a última semana, contra a Medida Provisória 1150/22, que traz retrocessos não somente ao Código Florestal, mas também à Lei da Mata Atlântica e ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Já aprovada na Câmara, a proposta chegou ontem (10) ao Senado.

Em entrevista ao Eco, Roberta del Giudice, secretária executiva do Observatório do Código Florestal, fala sobre a  prorrogação da implementação do Código Florestal, proposto pela medida.

“O primeiro ponto negativo dessa alteração é o adiamento do prazo sem que ele tenha um marco final. Ele vai acontecer na medida em que órgãos ambientais forem analisando. E isso pode nunca acontecer. Se não analisarem, não vão convocar. E você não vai ter a implementação do Código”, explica.

A organização publicou nesta terça-feira uma nota técnica sobre o texto da MP. No documento, o Observatório defende que “a Medida Provisória contraria todos os compromissos já assumidos pelo Brasil, tanto em âmbito internacional, quanto em políticas públicas nacionais, que ao invés de sofrerem retrocessos, precisam ser avançadas diante do contexto emergencial de mudanças do clima atuais”.

Além disso, a organização também diz que a propostas traz riscos para os acordos globais de comércio, clima e desenvolvimento econômico, bem como contraria as diretrizes da Política Nacional sobre Mudança do Clima.

 

Para ler a notícia completa, acesse O Eco.

[G1] Câmara afrouxa regras de combate ao desmatamento na Mata Atlântica

[G1] Câmara afrouxa regras de combate ao desmatamento na Mata Atlântica

Fonte: G1 / Por: Elisa Clavery

Texto, que vai ao Senado, também posterga prazo para que imóveis rurais não regularizados tenham direito a suspensão de multas por desmatamento. Mudanças são criticadas por ambientalistas.

30 de março – A Câmara dos Deputados modificou e aprovou nesta quinta-feira (30) uma medida provisória, ainda do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que altera a Lei da Mata Atlântica e flexibiliza regras de combate ao desmatamento no bioma.

Segundo o Observatório do Código Florestal, essa é a quinta vez que é adiado o prazo para adesão ao PRA.

“[A prorrogação] Envia um comando de que a lei vai ser prorrogada eternamente, que as normas não precisam ser cumpridas. E manda, ainda por cima, uma mensagem para fora do Brasil que nós não vamos parar de adiar nossa lei, não vamos implementar nosso Código Florestal”, explica a Roberta del Giudice, advogada ambientalista do Observatório do Código Florestal.

Para ler a notícia completa, acesse: G1

[Globo Rural] Conservação da Amazônia requer a destinação de florestas públicas

[Globo Rural] Conservação da Amazônia requer a destinação de florestas públicas

Fonte: Globo Rural / por: Paulo Moutinho e Claudia Azevedo-Ramos

É essencial trazer segurança à regularização fundiária para podermos produzir mais e desmatar menos a região

 

O desmatamento ilegal na Amazônia brasileira é um problema histórico e crônico. Já perdemos, por inúmeras razões, uma área de florestas do tamanho da França. Uma boa parte do que foi destruído está ligada à ilegalidade.

Apesar do desmatamento na Amazônia ter sido reduzido em 80% entre 2005 e 2012 e, pasmem, a produção de grãos e carne ter dobrado no mesmo período na região, as taxas dos últimos anos foram crescentes.

Para ler a notícia completa, acesse Globo Rural

[Metrópoles] Marina assume Meio Ambiente

[Metrópoles] Marina assume Meio Ambiente

 

Fonte: Metrópoles

 

04 de janeiro – Em entrevista ao jornal Metrópoles, Mauro Armelin, diretor executivo da Amigos da Terra, representando também o Observatório do Código Florestal, falou sobre a carta enviada pela organização para a nova Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, onde são apresentadas recomendações referente ao combate ao desmatamento e a implementação do Código Florestal no país.

“Os estados precisam de apoio para implementar o Programa de Regularização Ambiental (PRA). O próprio Ministério da Agricultura e Pecuária também vai precisar de apoio no desenvolvimento de novas tecnologias para uma pecuária mais sustentável e responsável, porque ela é considerada hoje o maior vetor de desmatamento” diz Mauro.

 

Para assistir a entrevista na íntegra, acesse o canal do Youtube da Metrópoles.

[CPT] “Não tenho força para enfrentar o poder do agronegócio”, diz prefeito de Correntina sobre conflitos no Oeste baiano

[CPT] “Não tenho força para enfrentar o poder do agronegócio”, diz prefeito de Correntina sobre conflitos no Oeste baiano

 

Fonte: CPT / Por: Paulo Oliveira e Thomas Bauer

 

Em entrevista, Maguila, prefeito de Correntina (BA), lamenta omissão do então governador Rui Costa na questão dos conflitos agrários e diz não tem quem possa enfrentar o agro empresariado

03 de janeiro – Em reportagem sobre ações intimidatórias contra pequenos produtores, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) menciona entrevista do Observatório do Código Florestal para o jornal OGlobo, sobre dados do termômetro do Código Florestal.

“O tamanho dessa área declarada em terras protegidas causa um impacto muito negativo. São produtores que têm acesso a créditos para financiar a produção agrícola mesmo em locais proibidos. Há imóveis registrados de forma equivocada, por causa de problemas em cartórios. Mas a maior parte dos casos é de proprietários querendo fazer grilagem – explicou Roberta Del Giudice, secretária executiva do Observatório do Código Florestal.

De acordo com os dados da plataforma, lançada em dezembro de 2022, 42 milhões de hectares dos imóveis sobrepõem territórios protegidos como áreas de comunidades tradicionais, unidades de conservação, florestas públicas e assentamento.

 

Para ler a reportagem completa acesse Comissão Pastoral da Terra.

[Globo Rural] Cadastro Ambiental Rural (CAR) volta para o Ministério do Meio Ambiente

[Globo Rural] Cadastro Ambiental Rural (CAR) volta para o Ministério do Meio Ambiente

 

Fonte: Globo Rural / Por: Mariana Grilli

 

 

04 de janeiro – O Cadastro Ambiental Rural (CAR) voltou a ser de responsabilidade da área de meio ambiente no novo governo, que tomou posse no último domingo (1/1). É o que prevê a Medida Provisória 1.154, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que define a nova estrutura administrativa e as funções de cada pasta no primeiro escalão.

 

Em entrevista ao Globo Rural, o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que também integra o Observatório do Código Florestal (OCF), falou sobre o principal desafio do governo em relação ao CAR. Para Rajão, as análises dos cadastros estão atrasadas devido a um desafio tecnológico.

“O governo federal prometeu entregar a análise dinamizada em 2019 e o sistema ainda está em piloto e somente em alguns estados”, diz.

 

Para ler a notícia completa, acesse GloboRural.

[OGlobo] Código Florestal: Produtores declararam 42 milhões de hectares de terras indígenas, quilombolas e florestas, aponta plataforma

[OGlobo] Código Florestal: Produtores declararam 42 milhões de hectares de terras indígenas, quilombolas e florestas, aponta plataforma

Fonte: OGlobo / Por: Lucas Altino

17 de dezembro – Dez anos após a publicação do Novo Código Florestal, o Brasil tem hoje 6,7 milhões de imóveis registrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O alto volume, porém, contrasta com o pouco
controle do poder público sobre as informações declaradas por produtores. Lançado nesta sexta-feira (16), o Termômetro do Código Florestal, iniciativa do observatório que acompanha a aplicação da lei, identificou que 42 milhões de hectares dos imóveis têm sobreposição com territórios protegidos: unidades de conservação, terras indígenas, florestas públicas, áreas quilombolas e assentamentos. De todos os CARs, apenas 23,8% passou por alguma análise, e somente 0,5% foi validado.

Em entrevista ao OGlobo, Roberta del Giudice, secretária executiva do Observatório do Código Florestal (OCF), fala sobre o impacto dessa declaração.

“O tamanho dessa área declarada em terras protegidas causa um impacto muito negativo. São produtores que têm acesso a créditos para financiar a produção agrícola mesmo em locais proibidos”, explica.

Para Roberta, “Há imóveis registrados de forma equivocada, por causa de problemas em cartórios. Mas a maior parte dos casos é de proprietários querendo fazer grilagem. Nos últimos quatro anos tivemos muitos discursos que viabilizavam a tentativa de regularizar propriedades dentro de áreas protegidas”.

 

Para ler a reportagem completa, acesse OGlobo.