[Encerrada] CHAMADA ABERTA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE ELABORAÇÃO DE RELATÓRIO SOBRE ORGANIZAÇÕES, PUBLICAÇÕES AMBIENTAIS E BOAS PRÁTICAS

O Observatório do Código Florestal (OCF) e a Amigos da Terra – Amazônia Brasileira estão em busca de um profissional para prestação de serviços de (1)  coleta, sistematização de informações e relatório sobre o perfil, ações e publicações do conjunto de organizações que compõem o Observatório do Código Florestal; e (2) coleta, sistematização e publicação de conjunto de boas práticas relacionadas ao Código Florestal.  

Esta ação é uma iniciativa do âmbito do projeto “Políticas, práticas, transparência e governança para a implantação do Código Florestal” executado por membros do Observatório do Código Florestal (OCF) e gerido pela Amigos da Terra – Amazônia Brasileira (AdT). 

As propostas deverão ser enviadas com o assunto: RELATÓRIO E BOAS PRÁTICAS – Nome da pessoa jurídica”, para o e-mail contato@observatorioflorestal.org.br, incluindo CV/portfolio para comprovação da experiência exigida; proposta comercial com o preenchimento da tabela do item 8 e CNPJ ativo. 

– A Data limite para envio: 12/02/2024: Envios após esta data não serão considerados; 

– A seleção será baseada em processo de pontuação, considerando preço e experiência. 

[Encerrada] CHAMADA ABERTA PARA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE AVALIAÇÃO E SISTEMATIZAÇÃO DE CONJUNTO DE NORMAS E DOCUMENTOS SOBRE OS INSTRUMENTOS DO CÓDIGO FLORESTAL

O Observatório do Código Florestal (OCF) e a Amigos da Terra – Amazônia Brasileira estão em busca de um profissional para prestação de serviços de compilação de informações contidas em um conjunto de normas, guias, notas técnicas e estudos já elaborados sobre o Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Programa de Regularização Ambiental (PRA) e sobre o Plano de Recuperação de Área Degradada e Alterada (PRADA).

Esta ação é uma iniciativa do âmbito do projeto “Políticas, práticas, transparência e governança para a implantação do Código Florestal” executado por membros do Observatório do Código Florestal (OCF) e gerido pela Amigos da Terra – Amazônia Brasileira (AdT). 

Você deve ler nossa missão, visão e valores antes de se candidatar.

As propostas deverão ser enviadas com o assunto: “TDR NORMAS DO CÓDIGO FLORESTAL – Nome da pessoa jurídica”, para o e-mail contato@observatorioflorestal.org.br, incluindo CV/portfolio para comprovação da experiência exigida e proposta comercial; 

– A Data limite para envio: 04/02/2024: Envios após esta data não serão considerados; 

– A seleção será baseada em processo de pontuação, considerando preço e experiência. 

 

[Encerrada] Chamada aberta para prestação de serviços de criação de campanhas e de identidade visual e aplicação de novo canal de comunicação

Chamada aberta para prestação de serviços de criação de campanhas e de identidade visual e aplicação de novo canal de comunicação

 

O Observatório do Código Florestal (OCF) está com uma chamada aberta para contratação de pessoa jurídica para serviços de criação de campanhas de comunicação e de identidade visual de novo canal de comunicação no âmbito do projeto ‘Coordenação política e advocacy para o alcance para o alcance das metas de agenda climática e da proteção florestal”. 

Perfil:

Pessoa jurídica com formação e experiência comprovada na área de criação de campanhas, design gráfico, publicidade, marketing e afins. É um diferencial a experiência com trabalhos na área ambiental. 

As propostas deverão ser enviadas com o assunto: “TDR CRIAÇÃO DE CAMPANHAS E CANAL DE COMUNICAÇÃO – Nome da pessoa jurídica”, para o e-mail contato@observatorioflorestal.org.br; 

No e-mail deve conter: (1) portfolio para comprovação, da experiência exigida, (2) proposta comercial, (3) breve carta de apresentação, (4) número de CNPJ ativo.  

Data-limite para envio: 05/02/2024: Envios após esta data não serão considerados; 

A seleção será baseada em processo de pontuação, considerando preço e portfólio.  

A/O proponente selecionado será notificado por e-mail.  

Durante a elaboração da proposta, pedidos de esclarecimentos poderão ser enviados para o e-mail: contato@observatorioflorestal.org.br

Acesse o TdR para saber mais.

[Encerrada] CHAMADA ABERTA PARA CONTRATAÇÃO DE PROFISSIONAL DE DESIGN PARA SERVIÇOS SOB DEMANDA

CHAMADA ABERTA PARA CONTRATAÇÃO DE PROFISSIONAL DE DESIGN PARA SERVIÇOS SOB DEMANDA

O Observatório do Código Florestal (OCF) e a Amigos da Terra – Amazônia Brasileira estão em busca de um profissional de Advocacy para apoio na execução de atividades do projeto “Políticas, práticas, transparência e governança para a implantação do Código Florestal”

Você deve ler nossa missão, visão e valores antes de se candidatar.

As propostas deverão ser enviadas com o assunto: “TDR DESIGN – Nome da pessoa jurídica”, para o e-mail contato@observatorioflorestal.org.br; No e-mail deve conter: (1) portfolio para comprovação, da experiência exigida, (2) proposta comercial (tabela do item 5 preenchida), (3) breve carta de apresentação, (4) número de CNPJ ativo.

Mais informações:

–  Data limite para envio: 06/02/2024: Envios após esta data não serão considerados;

– A seleção será baseada em processo de pontuação, considerando preço e portfólio.

–  A/O proponente selecionado será notificado por e-mail.

Durante a elaboração da proposta, pedidos de esclarecimentos poderão ser enviados para o e-mail: contato@observatorioflorestal.org.br

 

Acesse o TdR para saber mais.

[Encerrada] CHAMADA ABERTA PARA CONTRATAÇÃO DE ESTAGIÁRIO(A) DE COMUNICAÇÃO

CHAMADA ABERTA PARA CONTRATAÇÃO DE ESTAGIÁRIO(A) DE COMUNICAÇÃO

O Observatório do Código Florestal está com uma chamada aberta para contratação de estagiário de comunicação para o desenvolvimento e execução de atividades de comunicação no âmbito do projeto ‘Coordenação política e advocacy para o alcance para o alcance das metas de agenda climática e da proteção florestal”.

Pré requisitos:

Cursando ensino superior em cursos de Comunicação Social (Jornalismo, Relações Públicas, Publicidade e Propaganda e afins) ou marketing; 

Conhecimento do pacote Office e Adobe; 

Boa redação em linguagem jornalística e elaboração de produtos de comunicação, preferencialmente para mídias sociais. 

Experiência/vivência em área rural. 

Disponibilidade para início em 01 de fevereiro de 2024. 

As candidaturas deverão ser enviadas até o dia 15/01/24 para o e-mail cv@amazonia.org.br, com o assunto Estagiário Floresta – Nome da/o candidata/o e com os seguintes itens preenchidos e anexados:

Formulário de candidatura preenchido; 

Carta de apresentação; 

Currículo; 

Breve portfólio com alguns exemplos de textos, conteúdos e materiais de comunicação produzidos (em substituição, podem ser incluídos links no formulário de candidatura para exemplificar os materiais gerados – item 14 do formulário). 

Você deve ler nossa missão, visão e valores antes de se candidatar: https://amigosdaterra.org.br/institucional/#missao

A/O proponente selecionada/o será notificada/o por e-mail.  

As/os candidatas/os pré-selecionadas/os serão convocadas/os para entrevista. 

Para saber mais, acesse o TdR.

Livro aborda discussões sobre o Código Florestal após 10 anos de aprovação da lei

Livro aborda discussões sobre o Código Florestal após 10 anos de aprovação da lei 

Em 2022, o Código Florestal (Lei 12.651, de 25 de maio de 2012) completou dez anos de edição sem lograr em sua implementação. São muitos os desafios apresentados e levantados pelo evento Código Florestal +10, organizado pelo Observatório do Código Florestal e cujos painéis e debates resultaram no recém-lançado livro Código Florestal +10: das raízes ao legado. 

A nova publicação traz, em uma escrita acessível, dados e informações técnicas expostas por cerca de 80 especialistas em 17 painéis. O objetivo é contribuir com a democratização do conhecimento sobre a proteção da vegetação nativa do país e fazer com que o leitor reflita e se aproprie desse rico patrimônio brasileiro. 

“Num momento em que a devastação da Amazônia está próxima de se tornar irreversível, conforme os cientistas têm alertado, a preservação e a recuperação da vegetação nativa são ações necessárias, de máxima urgência e que reforçam a importância da efetiva implementação da Lei 12.651/2012, mais conhecida como o Novo Código Florestal. A batalha para salvar a terra- -foresta dos Yanomamis, representada pela Amazônia (mas também o Pampa, o Cerrado, a Caatinga, o Pantanal e a Mata Atlântica), é uma tarefa para muitas mãos, mentes e corações. E o Código Florestal é, atualmente, a principal arma – ainda que imperfeita – que a sociedade brasileira (e o mundo) tem à disposição”, discorre a publicação.  

Povos e comunidades tradicionais, legalidade da atividade agrícola, transparência, controvérsias jurídicas, papéis da imprensa e dos Tribunais de Contas (TCUs) são alguns dos temas de debates, também disponibilizados em links clicáveis no novo livro. 

O Código Florestal +10 foi realizado no formato híbrido, com eventos online e presenciais. As mesas foram apresentadas por diferentes organizações, consideradas referências nos temas abordados. O evento também fez parte da plataforma Rio2030, que tem como objetivo elaborar e implementar soluções referentes aos desafios da Agenda 2030. 

 “Fizemos o evento para marcar essa década e chamar atenção para a falta de implementação da lei, apesar do tempo. Todos os temas importantes acerca da lei, com especificidades, caminhos e soluções, foram abordados. E agora, nessa publicação, possibilitamos levar todo esse conhecimento a público interessado para ter em mãos os instrumentos necessários para fomentar a implementação do Código Florestal”, comenta Roberta del Giudice, secretária executiva do Observatório do Código Florestal.  

Sobre o Observatório do Código Florestal 

Rede de 43 organizações da sociedade civil criada para promover o controle social da implantação da Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012 (Lei de Proteção da Vegetação Nativa do Brasil) e garantir integridade ambiental, social e econômica às florestas em áreas privadas. 

[O Eco] Grileiros na Amazônia usam inteligência territorial para usurpar terras públicas

[O Eco] Grileiros na Amazônia usam inteligência territorial para usurpar terras públicas

Fonte: O Eco / por: Cristiane Prizibisczki

Envelhecer documentos com uso de grilos ficou no passado. Emprego de métodos engenhosos para fraudar titulação e mercado lucrativo estimulam a prática

12 de dezembro – Em 2022, cerca de 600 cadastros rurais foram registrados no Amazonas sobre grandes áreas públicas ainda não destinadas. Estado com as maiores porções ainda não regularizadas do ponto de vista fundiário, o Amazonas apresenta terreno fértil para a tentativa de privatização de terras públicas, a chamada grilagem.

Muitos desses cadastros têm seus limites de forma exatamente adjacente aos limites de áreas protegidas no estado, de forma a não haver sobreposições que futuramente levem a problemas na validação do registro.

Os dados fazem parte de um levantamento ainda inédito realizado pelo Observatório do Código Florestal, ao qual ((o))eco teve acesso. De acordo com a rede – que congrega cerca de 40 instituições empenhadas no monitoramento da implementação da lei florestal no país – a forma como os cadastros foram registrados implicou no uso de técnicas elaboradas.

“Esses 600 imóveis são grandes áreas, enormes, cujos cadastros foram feitos com uso de inteligência, porque a pessoa cruzou unidade de conservação, cruzou Terra Indígena e fez [o registro da área] exatamente onde tinha um vazio, desenhando nitidamente”, explicou Roberta Del Giudice, secretária-executiva do Observatório do Código Florestal. “Quero dizer, claramente teve uma manipulação com objetivo de regularização fundiária, de receber alguma vantagem com isso”, complementa.

Para ler a reportagem completa, acesse O Eco.

Reserva Legal: conservação da floresta e geração de renda

Reserva Legal: conservação da floresta e geração de renda

É permitido fazer a exploração econômica da Reserva Legal através do manejo florestal sustentável, uma estratégia eficaz de conservação e combate ao desmatamento que cria oportunidades de negócios e contribui para a melhoria da qualidade de vida na Amazônia.  

Descubra como essa atividade pode beneficiar tanto o meio ambiente quanto as comunidades locais: 

É importante destacar que na Reserva Legal é permitido fazer o manejo sustentável dos recursos da floresta em consonância com a legislação vigente que prevê o uso comercial de produtos como a madeira, mediante autorização do órgão competente, desde que a realização da atividade, entre outras coisas: não prejudique a conservação da vegetação nativa da área; assegure a manutenção da diversidade das espécies e favoreça a regeneração de espécies nativas. Mas enfrentamos diversos desafios para a execução do manejo florestal sustentável na Amazônia, como a falta de políticas de incentivo adequadas, monitoramento insuficiente, carência de assistência técnica e conflitos de interesses. 

 Como superar esses obstáculos? 

A criação de redes colaborativas de manejadores, intercâmbio de conhecimentos e estruturação de arranjos produtivos locais estão no centro das ações com potencial de fortalecer o manejo sustentável da floresta e superar boa parte desses desafios. 

A ação de forma cooperativa pode estruturar a rede de clientes e fornecedores, viabilizar o acesso a recursos humanos, capacitação de mão-de-obra qualificada e inovação tecnológica, garantir a disponibilidade de matérias-primas específicas e infraestruturas necessárias, permitir baixos custos de transação e comunicação devido à proximidade geográfica, entre outros fatores.  

O estado do Pará é um dos maiores desmatadores da Amazônia Legal e tem alto potencial para o manejo florestal comunitário de acordo com os especialistas da região que compõe o Coletivo Florestal da Amazônia – CAF e recomendam, por exemplo: 

A criação e fortalecimento de políticas públicas direcionadas ao Manejo Florestal Comunitário e Familiar com a construção de Centros de Referência em Manejo Florestal para capacitação em massa;  

A estruturação e assessoramento de rede colaborativa de produtores familiares organizados em associações e/ou cooperativas;  

A realização de intercâmbio de saberes e articulação de arranjos produtivos locais para o manejo de uso múltiplo de espécies (madeireiras e não-madeireiras).  

Estas e outras contribuições para políticas públicas são apresentadas no documento denominado 13 Ações Estratégicas para o Fortalecimento e Avanço da pauta Florestal no Contexto da Sociobioeconomia com foco em Manejo Florestal Comunitário no Estado do Pará” que foi entregue pelo às autoridades presentes nos “Diálogos Amazônicos”, evento que antecedeu à Cúpula da Amazônia entre os dias 4 e 6 de agosto de 2023 e reuniu em Belém-PA um conjunto de iniciativas da sociedade civil organizada com o objetivo de pautar a formulação de novas estratégias para a região.  

O Observatório do Código Florestal está trabalhando para a construção colaborativa que permita o manejo florestal sustentável no estado por meio de ações de cooperação. Para isso, está desenvolvendo o seguinte: 

  • Entrevistas com produtores, empresas e atores envolvidos para identificação de gargalos e entendimento de contexto do estado; 
  • Identificação de áreas potenciais de manejo com excedentes de Reserva Legal e que atendam a critérios necessários para formação de um arranjo produtivo local ou cluster florestal;
  • Sensibilização e articulação junto a proprietários rurais, setor privado e representantes do governo estadual e federal sobre as possibilidades e potencialidades do Manejo Florestal Sustentável (MFS) na utilização da Reserva Legal, visando à conservação ambiental e ao desenvolvimento econômico sustentável.

Saiba mais sobre o documento elaborado pelo Coletivo Florestal da Amazônia-CAF.

1° CARTA DO COLETIVO DE PROFISSIONAIS DA ENGENHARIA FLORESTAL DO ESTADO DO PARÁ

1° CARTA DO COLETIVO DE PROFISSIONAIS DA ENGENHARIA FLORESTAL DO ESTADO DO PARÁ

13 Ações Estratégicas para o Fortalecimento e Avanço da Pauta Florestal no Contexto da Sociobioeconomia, com foco em Manejo Florestal Comunitário no Estado do Pará

Engenheiros e Engenheiras Florestais que atuam em todas as regiões do Estado do Pará, em um movimento legítimo e construtivo, tornam pública esta carta a quem interessar possa, com o objetivo de apresentar propostas estratégicas para o fortalecimento e avanço do Manejo Florestal Comunitário no Contexto da Sociobioeconomia. Tais propostas foram elaboradas e qualificadas de forma coletiva, a partir da vivência profissional , dialogando com os produtores produtoras familiares em diferentes realidades locais do território paraense.

Assim, considerando:

– As dificuldades e limitações impostas ao manejo florestal comunitário e familiar, que fragilizam assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais quanto ao uso comum, governança dos recursos naturais e geração de renda e trabalho na Amazônia Paraense. A frase lírica porém realista “Não posso mais usar metáforas nem meias palavras. Essa floresta vai secar” do poeta Amazônida Thiago de Mello;

– Que nós, Engenheiros e Engenheiras Florestais de todos os cantos do Estado do Pará dizemos hoje e sempre, na esperança de que a sociedade perceba que, desapartados da natureza, jamais poderemos alcançar um projeto de desenvolvimento que faça nosso povo feliz; Que acreditamos na importância e necessidade da organização e articulação política como oportunidade de construir nossa história por nossas próprias mãos, considerando a luta dos povos das florestas e das águas, e aproveitando o momento que foi conquistado por nós, povo brasileiro, onde temos um governo comprometido com nossas pautas históricas, estamos aqui não tão somente para nos comprometer e nos dedicar para a (re)construção do Brasil;

– Que desejamos defender a centralidade da Amazônia na política de desenvolvimento do país, valorizando o que temos de melhor em nossa região, nossa rica sociobiodiverdade, florestas, rios e pessoas, que faz dessa terra sua morada e compreendendo que nossa gente é a primeira e a mais interessada no debate sobre a floresta em pé, viva e produtiva.

Acesse a carta na íntegra: Carta do coletivo de profissionais da engenharia florestal do PA

Seminário on-line apresenta panorama da regularização ambiental de propriedades rurais no país

Seminário on-line apresenta panorama da regularização ambiental de propriedades rurais no país

Painelistas debaterão desafios do Programa de Regularização Ambiental e de projetos de recomposição de áreas degradadas nos imóveis rurais do Brasil no dia 12 de dezembro

Propriedades e imóveis rurais com passivos ambientais – ou seja, que desmataram ou alteraram áreas que deveriam ter sido preservadas – precisam fazer a regularização ambiental para que possam se adequar ao novo Código Florestal brasileiro (Lei No. 12.651/2012) e assim desfrutar dos benefícios que isso traz, como a obtenção de crédito rural e acesso a mercados, sem falar nos impactos socioambientais positivos associados, como saúde do solo, qualidade e quantidade de água e regulação do clima. 

Para se regularizar, as propriedades rurais podem submeter seus Projetos de Recuperação de Áreas Degradadas e Alteradas (PRADAs) ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) do estado onde estão localizadas. Porém, para que isso tudo aconteça, as propriedades precisam estar inscritas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e os estados precisam ter implementado seus PRAs. No entanto, as Unidades Federativas estão caminhando em ritmos diferentes e com desafios específicos para avançar com esses programas.

Para avaliar esse cenário, será realizado, no dia 12 de dezembro, às 14h30, um webinar que mostrará em que situação estão os PRAs e PRADAs no país, bem como os gargalos a serem superados e as ações que deveriam ser feitas para acelerar esses processos.

O evento terá a participação de Garo Batmanian e Marcus Vinicius Alves do Serviço Florestal Brasileiro, Roberta Del Giudice do Observatório do Código Florestal, Joana Chiavari da CPI/PUC Rio e de representante do setor produtivo. A transmissão será pelo canal do Diálogo Florestal no YouTube. 

Alguns dados do cenário nacional

Segundo o último Boletim do Cadastro Ambiental Rural, de abril de 2023, o Brasil tem quase 7 milhões de registros ambientais rurais, que somam 650 milhões de hectares. Apesar de ainda existirem “vazios” no país, ou seja, áreas que precisam ter seus imóveis rurais cadastrados, o número demonstra como os esforços na etapa do cadastro foram bem-sucedidos, afirma Roberta Del Giudice, do Observatório do Código Florestal. “Contudo, apenas 1,8 milhão de cadastros passaram por algum tipo de diagnóstico e 65 mil tiveram suas análises concluídas, ou seja, menos de 1% do total, o que indica que é preciso avançar nas verificações do CAR”, alerta. 

Sabe-se também que mais de 42 milhões de hectares de terras cadastradas como imóveis rurais privados (equivalente à soma dos territórios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná) apresentam sobreposição com unidades de conservação, Terras Indígenas, florestas públicas, áreas quilombolas e assentamentos, situação que precisa ser solucionada. 

Com relação aos PRAs, 6 estados já estão com o PRA regulamentado, com validação e adesão de imóveis rurais em andamento; 13 estados, mais o DF, têm PRA regulamentado, porém ainda sem adesão de imóveis rurais; e 7 ainda precisam regulamentar seus PRAs.

Segundo o último boletim do Panorama do Código Florestal, de julho de 2023, existem, nos imóveis rurais privados, de 77 a 91 milhões de hectares de excedente de Reserva Legal e um déficit de 16 a 19 milhões de Reserva Legal, além de um déficit de 3 a 4 milhões de hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs). “Isso demonstra o potencial e a importância de se fomentar incentivos para a manutenção da floresta de pé”, afirma Roberta. 

Instrumentos e mecanismos como o CAR, PRA e PRADAs são previstos no Código Florestal, e seu atraso provoca adiamento na implementação dessa lei, além de postergar a restauração de áreas desmatadas ilegalmente há mais de 15 anos. Porém, o impacto negativo não é só ambiental, explica Roberta del Giudice, secretária-executiva do Observatório do Código Florestal. 

“Quando verificamos detalhadamente os cadastros, percebemos também a invasão de terras públicas e os gargalos fundiários derivados do conflito entre proprietários rurais, quilombolas, assentados e indígenas. O Código Florestal é um instrumento importante para proteger as florestas e minimizar os conflitos no campo”, afirma. 

O webinar “Implementação dos Programas de Regularização Ambiental e Projetos de Recomposição de Áreas Degradadas e Alteradas no contexto da União” é o último encontro da segunda série de painéis sobre o tema, organizada pelo Diálogo Florestal, em parceria com o Observatório do Código Florestal e a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura. Conta, ainda, com o apoio da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa). Os webinares abordaram a situação do PRA e de PRADAs em estados, como Maranhão, Tocantins e Mato Grosso. 

 

Serviço

Webinar “Implementação dos Programas de Regularização Ambiental e Projetos de Recomposição de Áreas Degradadas e Alteradas no contexto da União”

Data: 12 de dezembro, das 14h30 às 16h30

Transmissão: youtube.com/dialogoflorestal

Informações para a imprensa: Fernanda Rodrigues (fernanda.rodrigues@dialogoflorestal.org.br)

 

Sobre PRAs e PRADAs – Todas as propriedades ou posses rurais devem estar cadastradas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e ter estabelecidas suas Áreas de Preservação Permanente e/ou Reserva Legal, como está previsto na Lei de Proteção da Vegetação Nativa (Lei nº 12.651), chamada de novo Código Florestal.  

No caso de haver passivo de APP ou RL, deverão ser tomadas medidas para a recomposição dessas áreas e pode-se aderir ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), que foi instituído pelo Código Florestal. Cabe à União estabelecer normas de caráter geral, enquanto os estados e o Distrito Federal devem cuidar da regulamentação de acordo com as peculiaridades da região. Para aderir ao PRA, é obrigatório que o imóvel esteja inscrito no CAR. 

O PRADA, Projeto de Recomposição de Áreas Degradadas e Alteradas, deve ser apresentado pelo produtor rural ao órgão ambiental do estado em que está localizado o imóvel.

 

Sobre o Diálogo Florestal – O Diálogo Florestal é uma iniciativa pioneira e independente que facilita a interação entre representantes de empresas, associações setoriais, organizações da sociedade civil, grupos comunitários, povos indígenas, associações de classe e instituições de ensino, pesquisa e extensão para construir soluções relacionadas ao uso e conservação de paisagens sustentáveis. Reúne mais de 200 organizações em sete Fóruns Florestais regionais. dialogoflorestal.org.br

 

Sobre o Observatório do Código Florestal – O Observatório do Código Florestal é uma rede composta por mais de 40 organizações da sociedade civil com o objetivo de monitorar a implementação bem-sucedida da Lei Florestal, fortalecendo o papel da sociedade civil na defesa da vegetação nativa brasileira. Com isso, visa a proteção dos biomas e dos valores culturais, a produção sustentável e a recuperação de ambientes naturais. observatorioflorestal.org.br

 

Sobre a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura – É um movimento multissetorial composto por mais de 370 representantes de empresas, organizações da sociedade civil, setor financeiro e academia, que une diferentes vozes em prol da liderança do Brasil em uma nova economia de baixo carbono, competitiva, responsável e inclusiva. coalizaobr.com.br