Falta de espaços de participação social contribui para o surgimento de observatórios

[Gife] Falta de espaços de participação social contribui para o surgimento de observatórios

Fonte: Gife

25 de Abril – Segundo o estudo Observatórios Sociais e sua Importância para a Gestão Pública na Região Sul do Brasilpublicado na Revista Desenvolvimento em Questão, os observatórios começaram a surgir no Brasil na década de 1990 com a promulgação da Constituição Federal de 1988, “que apresentou a consolidação de importantes movimentos na sociedade brasileira e influenciou o desenvolvimento de observatórios sobre políticas públicas. Isso foi possível por meio das novas leis de acesso à informação, da criação dos Conselhos Gestores das Políticas Públicas e dos mecanismos de participação nos Planos Diretores Municipais”, ressalta trecho do documento.

Os observatórios reúnem, portanto, dados  e geram conhecimento, o que amplia, por exemplo, a transparência dos serviços públicos.

Leia a notícia completa na plataforma Gife

CHAMADA ABERTA PJ PARA FACILITAÇÃO DE REUNIÕES TÉCNICAS SOBRE O CÓDIGO FLORESTAL

CHAMADA ABERTA PJ PARA FACILITAÇÃO DE REUNIÕES TÉCNICAS SOBRE O CÓDIGO FLORESTAL

As propostas deverão ser enviadas até o dia 05/05/2022 com o assunto: “TDR FACILITAÇÃO REUNIÕES CÓDIGO FLORESTAL+10 – Nome da pessoa jurídica”, para o email contato@observatorioflorestal.org.br. , junto dos seguintes documentos anexos:

• A proposta deve incluir: (1) portfolio para comprovação, da experiência
exigida, (2) proposta técnica e (3) proposta comercial.
• Data limite para envio: 05/05/2022: Envios após esta data não serão
considerados.
• A seleção será baseada em processo de pontuação, considerando preço
e proposta técnica.

Durante a elaboração da proposta, pedidos de esclarecimentos poderão ser enviados para o e-mail: contato@observatorioflorestal.org.br

[Mongbay] Brazil bill seeks to redraw Amazon borders in favor of agribusiness

Brazil bill seeks to redraw Amazon borders in favor of agribusiness

Source: Mongbay / Jenny Gonzales

“The Mato Grosso governor doesn’t want the responsibility of complying with forest preservation indexes, but he wants to keep the tax benefits,” del Giudice said

25 April 2022 – In an interview to the Mongbay newspaper, Roberta del Giudice, executive secretary of the Forest Code Observatory spoke about bill 337, which seeks to redraw Amazonian borders in favor of agribusiness.

Rural properties located in the Legal Amazon must, by law, maintain 80% of native vegetation in forested areas — dubbed the legal reserve — and 35% in Cerrado areas. PL 337 proposes that the legal reserves in both biomes be reduced to 20%. It also calls for dropping a requirement to restore deforested lands, which currently amount to 3.3 million hectares (7.4 million acres).

“The approval of this bill would cause a great environmental impact in the state, which is already facing a water crisis,” Roberta del Giudice, an environmental lawyer and executive secretary of the Forest Code Observatory, told Mongabay by phone. 

The Pantanal wetlands south of the Amazon would also be affected, she said, as the biome depends on the precipitation generated by the rainforest to feed its rivers and swamps.

To read the complete news, access Mongbay

 

Povos indígenas se manifestam contra a retirada do MT da Amazônia Legal

Povos indígenas se manifestam contra a retirada do MT da Amazônia Legal

Perda de produtividade, aumento das disputas por terras e expansão do uso de agrotóxicos são algumas das preocupações com o Projeto de Lei 337/22, que altera o Código Florestal

 

19 de abril de 2022 – Durante as duas últimas semanas, enquanto cerca de 8 mil indígenas estiveram acampados em Brasília na 18º edição do Acampamento Terra Livre (ATL), seguiam em tramitação no congresso nacional, projetos legislativos (PLs) que ferem os seus direitos originários e que ameaçam a proteção ambiental.

Povos de 200 diferentes etnias buscaram chamar atenção para os projetos 191/2020 e 490/2007 e pediram pela demarcação de suas terras, o “aldeamento” da política e o fim da violência contra os povos originários, que são vítimas das ações de grileiros, ruralistas e mineradoras. Durante o acampamento, outro PL que recebeu atenção dos que estavam ali mobilizados, sobretudo os povos indígenas do estado de Mato Grosso, foi o 337/22, que versa sobre a alteração do Código Florestal Brasileiro (lei nº 12.651 de 2012).

O projeto de lei altera uma das principais leis ambientais do país, objetivando a retirada do estado do Mato Grosso (MT) da Amazônia Legal*, o que mudaria o percentual de preservação de Reserva Legal (RL) do estado. A justificativa da proposta é a necessidade de expansão das fronteiras agrícolas, desconsiderando que, devido às atuais regras da RL, o MT é líder em alta produtividade agropecuária no Brasil. Isso porque a preservação ambiental assegura a qualidade do solo e um regime de chuvas adequado para tal.

Caso seja aprovada, essa alteração no Código Florestal pode impactar ainda a vida dos 52 mil indígenas de 43 diferentes etnias que vivem atualmente no estado do Mato Grosso e  que também dependem da preservação ambiental para suas atividades agrícolas.

Em entrevista ao Observatório do Código Florestal (OCF) e ao site Amazônia.org, Maurício Terena, advogado da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB),organizadora do acampamento indígena, falou sobre essa relação:

“Muitos povos do alto do Xingu estão ali e a gente vê que [o PL 337/2022] poderia colocá-los em extrema situação de vulnerabilidade. Existe curiosamente também nessa região uma política da FUNAI, que tenta trazer o agronegócio como uma atividade econômica dos povos indígenas, mas a do agronegócio predatório, não das nossas formas de cultivar a terra e de se relacionar com ela”, salienta o advogado e indígena do povo Terena.

Mostrando preocupação e se posicionando contra a aprovação do projeto de lei 337/22, o diretor e 2º tesoureiro da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Mato Grosso (FEPOIMT), Kau Matipu, de etnia Xingu, reforçou a importância das florestas em pé para as atividades econômicas exercidas na região amazônica, por indígenas e não indígenas, e que trazem recursos financeiros para o estado.

“Dentro do estado de Mato Grosso temos 3 biomas, [Pantanal, Cerrado e Floresta Amazônica] que têm grande potencial econômico para o estado e que trazem também estabilidade para os povos indígenas através das atividades econômicas tradicionais”.

 

Indígena durante ato do Acampamento Terra Livre. Policiais acompanharam o ato e revistaram os participantes.

 

Em março, a Pastoral da Prezalia de São Félix do Araguaia (MT) divulgou uma nota técnica expondo que, uma das consequências da retirada do Mato Grosso da Amazônia Legal seria o aumento da pressão sobre a produção da agricultura familiar. Isso porque o agrotóxico pulverizado em grandes áreas ao redor das pequenas propriedades rurais inviabiliza produções agroecológicas e de manejo sustentável, além de piorar as condições de saúde da população. O projeto também faz crescer a pressão sobre terras indígenas e de comunidades tradicionais, acrescentando novos conflitos em um território já delicado.

Alterações infundadas nas leis

Indo contra o argumento de que para produzir mais é necessário desmatar, uma nota técnica do Observatório do Código Florestal mostra que, a região do Mato Grosso é altamente produtiva e a conservação suficiente das florestas no estado influencia diretamente no ciclo das chuvas, possibilitando boas colheitas de safras de grãos. A análise mostra também que, se o PL 337/2022 for aprovado, o impacto econômico é grande, podendo gerar perdas de US$2.7 bilhões por ano, devido à redução da produtividade agrícola no estado.

Para a secretária executiva do OCF, Roberta del Giudice, “O impacto no meio ambiente fere a Constituição, porque se perde disponibilidade hídrica, biodiversidade, impacta serviços ambientais que deixarão de ser prestados. Além disso, ele implica numa redução de proteção que fere o princípio do não retrocesso da proteção ambiental”.

Fazendo relação entre a preservação ambiental e alta produtividade, além das relações dos povos indígenas com a terra, em entrevista, a ex-ministra do meio ambiente, Marina Silva, comenta: “Tem agricultor sojeiro que tem raiva dos povos indígenas, mas que graças ao Parque do Xingu, eles colhem duas safras de soja; Sabe por quê? Porque lá tem dois períodos chuvosos. Quem é que produz isso? A floresta.” 

Para Marina Silva, a relação dos povos originários com a terra representa um legado. “Com sua ciência e conhecimento, eles foram capazes de proteger uma floresta que produz água, que produz um clima equilibrado, que ajuda a ter agricultura, que ajuda a ter terra fértil, que ajuda a ter saúde na terra e nas pessoas.” 

Mulheres Kayapó durante o Acampamento Terra Livre.

 

Atualmente o projeto de lei 337 de 2022, que começou a tramitar na câmara no fim de fevereiro, está em processo de designação de relator na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Acompanhe a tramitação aqui

*Amazônia Legal, de acordo com o parágrafo I do artigo 3º do Código Florestal compreende os Estados do Acre, Pará, Amazonas, Roraima, Rondônia, Amapá e Mato Grosso e as regiões situadas ao norte do paralelo 13º S, dos Estados de Tocantins e Goiás, e ao oeste do meridiano de 44º W, do Estado do Maranhão;

 

Texto de Anna Francischini e Aldrey Riechel.
Edição de Simone Milach 

 

Leia também:

Projeto De Lei Quer Excluir Mato Grosso Da Amazônia Legal Para Legalizar Desmatamento

ATL 2022

 

[Clube de Engenharia] Mudança no CF permite ocupação de margens de rios nos municípios

[Clube de Engenharia] Mudança no CF permite ocupação de margens de rios nos municípios

 

Fonte: Clube de Engenharia

 

Alteração sancionada no fim de 2021 vem recebendo críticas de especialistas e pode ser judicializada

 

07 de abril – Em entrevista ao Portal Clube Engenharia, a secretária executiva do Observatório do Código Florestal (OCF), falou sobre as consequências do projeto que altera o Código Florestal, aprovado no fim de 2021, e que permite aos municípios a liberação da ocupação das margens de rios.

A secretária executiva do OCF, alerta para o fato de o país vir sofrendo cada vez mais com os efeitos das fortes chuvas, intensificadas com as mudanças climáticas. Segundo ela, em vez de desmatar terrenos nas margens dos rios, o país deveria estar fazendo um caminho inverso, reflorestando e preservando essas áreas para se evitar enchentes. A especialista em direito ambiental acredita que a pressão será grande para a liberação de grandes empreendimentos nesses locais, até pela necessidade que os municípios têm de atrair investimentos privados. 

“Aqueles municípios que não têm turismo nem pressão por expansão urbana vão provavelmente continuar seguindo o Código Florestal. Mas aqueles que sofram pressão para a ocupação dessas áreas tendem a elaborar normas para reduzir essas áreas de preservação permanente”, avalia Roberta, que defende um turismo mais sustentável integrado à natureza. 

 

Para ler a reportagem na íntegra, acesse: Portal Clube Engenharia

PROJETO DE LEI QUER EXCLUIR MATO GROSSO DA AMAZÔNIA LEGAL PARA LEGALIZAR DESMATAMENTO

PROJETO DE LEI QUER EXCLUIR MATO GROSSO DA AMAZÔNIA LEGAL PARA LEGALIZAR DESMATAMENTO

 

 

[O Eco] Retirada do MT da Amazônia Legal legalizaria desmate maior que RJ e ES juntos

[O Eco] Retirada do MT da Amazônia Legal legalizaria desmate maior que RJ e ES juntos

Fonte: O Eco / Cristiane Prizibisczki

De acordo com a análise do OCF, a mudança ainda beneficiaria apenas uma pequena porcentagem de propriedades rurais

25 de março – Em análise do Observatório do Código Florestal (OCF) sobre o Projeto de Lei (PL) 337/2022 que propõe a retirada do estado do Mato Grosso dos limites da Amazônia Legal, foi revelado que a mudança implicaria na liberação para desmate de, no mínimo, 10 milhões de hectares. A área é maior do que os territórios dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo juntos. O documento foi publicado nesta sexta-feira (25).

Para Roberta del Giudice, secretária executiva do OCF, “O impacto disso no meio ambiente fere a Constituição, porque você vai perder disponibilidade hídrica, biodiversidade, tem um monte de impacto ambiental, de serviços ambientais que deixarão de ser prestados. Além disso, ele implica numa redução de proteção que fere o princípio do não retrocesso da proteção ambiental”.

 

 

Para ler a notícia completa, acesse: O Eco

[ISTO É DINHEIRO] Governo Bolsonaro ameaça a existência da Floresta Amazônica

[ISTO É DINHEIRO] Governo Bolsonaro ameaça a existência da Floresta Amazônica

 

Fonte: Isto é Dinheiro / Por: Lana Pinheiro

 

24 de março – De acordo com Nota Técnica do Observatório do Código Florestal (OCF), citadas em notícia do jornal Isto é Dinheiro desta quinta-feira, se o PL 337/2022 for para frente, o desmatamento no estado do Mato Grosso deve aumentar em pelo menos 100 mil km², correspondente ao território do estado de Pernambuco. O projeto de lei em questão, que avança na Câmara dos Deputados, é uma proposta  feita pelo deputado Juarez Costa (MDB-MT) com o objetivo de excluir o estado do Mato Grosso da Amazônia Legal.

Para ler a notícia completa, acesse: Isto é Dinheiro

[InfoAmazonia] PL para tirar MT da Amazônia Legal autoriza desmate do tamanho de PE

[InfoAmazonia] PL para tirar MT da Amazônia Legal autoriza desmate do tamanho de PE

Fonte: InfoAmazonia / Por Aldem Bourscheit

 

Para Roberta, a sensação é de que estamos diante de uma ‘liquidação’, em que é necessário aprovar todos os retrocessos possíveis antes do fim do ano.

 

18 de março – Em entrevista ao InfoAmazonia, a secretaria executiva do observatório do Código Florestal (OCF), Roberta del Giudice, fala sobre o PL337/2022, que propõe remover o estado do Mato Grosso (MT) da Amazônia Legal.

 

Na entrevista, Roberta fala sobre os impactos da saída do estado da Amazônia Legal e se a medida faz sentido, sobre as lacunas do Código Florestal e outros assuntos como os PLs que tramitam para alterar a legislação florestal.

 

Para a secretaria executiva do OCF, “A medida pode aquecer restrições de mercados como dos Estados Unidos e da União Europeia, que se organizam para não mais comprar produtos ligados a qualquer tipo de desmatamento. Isso pode simplesmente bloquear exportações de commodities brasileiras”.

 

Para ler a reportagem na íntegra, acesse: InfoAmazonia

CONTRATAÇÃO DE PJ PARA ASSESSORIA DE IMPRENSA PARA EVENTO AMBIENTAL

Contratação de Pessoa Jurídica para Prestação de Serviço de Assessoria de Imprensa para Evento Ambiental

As propostas deverão ser enviadas até o dia 11/03/2022 para o e-mail contato@observatorioflorestal.org.br, com os seguintes documentos anexados:  

  • Carta de apresentação; 
  • Portfólio de apresentação da empresa ou CV do profissional interessado; 
  • Proposta comercial (tabela do item 7 preenchida) com cronograma e tempo estimado para o serviço; 

A seleção do interessado será baseada nos seguintes critérios: proposta comercial e portfólio/CV apresentado. O proponente selecionado será notificado por e-mail.  

Durante a elaboração da proposta, pedidos de esclarecimentos poderão ser enviados para o e-mail: contato@observatorioflorestal.org.br .