[O ECO] Malha de corredores transformará a conservação do Pantanal

Fonte: ((O)) Eco / por: Aldem Bourscheit

Conectar a vegetação em paisagens naturais é fundamental para resguardar a biodiversidade, economias e culturas humanas

Implantar a legislação florestal brasileira nos estados pantaneiros reforçará a conservação do bioma por meio de sua interligação com outras regiões do Brasil e até de países vizinhos. A iniciativa é encabeçada por governos, academia, ongs e setor privado.

Os corredores ecológicos ganharam farto espaço na lei do Pantanal do Mato Grosso do Sul, em campo desde fevereiro. Na sua regulamentação, um decreto deste março sugere que a posição de reservas legais e de licenças para desmates ajudem a compor essas “rodovias verdes”.

Os corredores pantaneiros foram projetados pela Embrapa Pantanal em parceria com o WWF-Brasil, membro da rede do Observatório do Código Florestal (OCF). Inteligência Artificial ajudou a traçar as melhores rotas, sempre em faixas de ao menos 500 m de largura. Isso facilitará o vai-e-vém de animais de grande a pequeno porte por áreas públicas e privadas. 

Os corredores de biodiversidade reforçarão a proteção da biodiversidade, ajudarão a manter pantaneiros na região e reduzirão os riscos de novos grandes incêndios. Em reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente este mês, o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, reconheceu que essas tragédias não estão descartadas.

Nessa direção, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul avançam na implantação da lei florestal em vigor há 12 anos, avalia Roberta Giudice, secretária-executiva do OCF. “Falta 7% das inscrições no CAR em ambos os estados, que têm baixo passivo de Reservas Legais e de Áreas de Preservação Permanente”, diz. 

Ao mesmo tempo, ela avalia que certas regiões ainda são usadas “de forma mais intensa do que se deveria” e que outras medidas associadas aos corredores ecológicos reforçariam a proteção e a resiliência do Pantanal, como aumentar o território abrigado em unidades de conservação. 

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