No Pampa, o olhar perde de vista o horizonte. Mas uma paisagem tão rica e vasta, que nutre uma identidade cultural de raízes profundas, parece não ser suficiente para capturar a atenção de um país que insiste em não o enxergar. Enquanto outros biomas ocupam o centro do debate público, o Pampa segue à margem, como se a predominância de campos nativos significasse ausência de biodiversidade, de vidas ou de importância ecológica.
Talvez a invisibilidade do Pampa exista justamente porque ele requer quebras de paradigmas. Desafia a forma como aprendemos a enxergar a natureza e a conservação no Brasil, quase sempre associadas à lógica das grandes florestas. Assim, insistimos em não tentar enxergar sua riqueza ecológica porque teremos que desconstruir parte do conhecimento que absorvemos ao longo do tempo.
Confira no link o artigo completo escrito pela coordenadora de comunicação do OCF, Simone Milach e pelo secretário-executivo, Marcelo Elvira: https://pp.nexojornal.com.br/opiniao/2026/06/24/pampa-a-forca-de-um-bioma-invisivel